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Alta dos preços desenha novo campo

As compras de fertilizantes cresceram, as de máquinas agrícolas também. A estrutura das propriedades rurais foi ampliada, a qualidade das sementes utilizadas nas lavouras e a produtividade melhoraram. Esses são alguns dos reflexos que a alta dos preços das principais commodities agrícolas produzidas pelo País, ocorrida a partir de metade da década passada, trouxe para o campo brasileiro. As cotações da soja e do milho começaram a galgar reais acima na época e atualmente estão em um patamar no mínimo 100% maior.

“No ano passado as vendas de colheitadeiras e de tratores cresceram muito, também de defensivos, fertilizantes. O padrão tecnológico cresceu bastante”, afirma o diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Antonio Pinazza. De acordo com ele, o produtor brasileiro ainda está capitalizado, em função do aumento dos preços das commodities agrícolas, e o campo passa por um momento muito favorável.

O diretor do Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wilson Vaz de Araújo, cita, além da incorporação de tecnologia e fertilizantes, o investimento em estrutura de armazenagem e capacidade de gestão no campo como consequências da alta dos preços dos produtos agrícolas. Os processos mais modernos, segundo ele, permitiram aumento da produtividade e por consequência da produção.

O maior investimento em fertilizantes pode ser verificado nas estatísticas do segmento. As entregas de adubos no mercado brasileiro, que eram de 20,1 milhões de toneladas em 2005, passaram para 31 milhões no ano passado, de acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). O faturamento da indústria brasileira de máquinas e implementos agrícolas saiu de US$ 5,9 bilhões em 2008 para US$ 13,1 bilhões em 2013, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

ANDA, 21/05/2014

Imagem: Aprosoja

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