Argentina Reduz Impostos de Exportação sobre Grãos e Projeta Novos Cortes até 2028

O governo argentino formalizou pelo Decreto 423/2026 a redução das alíquotas de exportação sobre trigo e cevada de 7,5% para 5,5%, com vigência imediata. A medida é a terceira rodada de cortes tributários sobre o agronegócio desde a posse de Milei em dezembro de 2023 e foi acompanhada de um cronograma de reduções adicionais até 2028 para soja (de 24% para 15%), milho e sorgo (de 8,5% para 5,5%) e girassol (de 4,5% para 3%), condicionado ao desempenho econômico do país.
A redução coincide com o início do plantio de trigo na Argentina. O próprio relatório do USDA mencionado na nota apontava risco de queda de área plantada em função do alto custo de fertilizantes. A desoneração visa evitar a redução da área plantada ao reduzir custos e permitir ao produtor pagar pelo fertilizante necessário para safra.
No médio prazo, o cronograma de desonerações para soja e milho aponta para uma recuperação estrutural da demanda argentina por MAP, KCl e ureia a partir das safras 2027/28. Para o Brasil, o efeito é ambíguo: uma Argentina mais competitiva nas exportações pode pressionar os preços das commodities para baixo, comprimindo margens dos produtores brasileiros, enquanto a expansão da demanda regional por fertilizantes pode exercer alguma pressão altista sobre preços já pressionados pelo lado da oferta global.
Fertilizer Daily, adaptado por GlobalFert, 12/06/2026



