Canadá e Rússia dominam reservas
Canadá e Rússia ocuparam as duas primeiras posições no ranking global de reservas de sais de potássio em 2011, com participações de 47,5% e 35,6%, respectivamente. Juntos, somaram cerca de 50% do potássio fertilizante produzido no mundo, segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). O Brasil ficou com a 11ª colocação em termos de reservas lavráveis e ocupou a 10 ª posição na produção mundial.
O Brasil gastou US$ 3,512 bilhões com a importação de cloreto de potássio em 2012, ante US$ 3, 503 bilhões em 2011 e US$ 2,234 bilhões em 2010, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). As compras vieram principalmente de Bielorússia, Rússia, Canadá, Alemanha e Israel.
Além de o país ter elevado os gastos nos últimos anos com a importação do produto, diante da crescente demanda, está pagando mais caro do que Índia e China. Também grandes importadores de fertilizantes, esses países normalmente concentram suas aquisições no primeiro trimestre e programam melhor suas compras, segundo Antônio Guimarães de Oliveira, da Scot Consultoria.
O Brasil, segundo ele, está adquirindo cloreto de potássio por US$ 480 a tonelada, enquanto os gigantes asiáticos fecharam compras por US$ 400 a US$ 420 nos três primeiros meses deste ano. “O maior problema que o Brasil enfrenta na compra do potássio é o fato de não ter políticas organizadas de compras. Assim, o país fica exposto aos preços do mercado spot, assumindo o risco nas variações do valor do potássio no mercado internacional”, afirma Oliveira.
E é por anteciparem seus contratos e comprarem grandes quantidades em um período relativamente curto de tempo que China e Índia têm maior poder de barganha e conseguem preços melhores, observa Oliveira.
Valor Econômico, 04/04/2013



