Cenário de fertilizantes na Ucrânia em meio ao conflito se mantém pressionado

O mercado ucraniano de fertilizantes atravessa um período de custos elevados e maior incerteza logística, em meio a ataques à infraestrutura, limitações às importações e riscos de interrupção nas cadeias globais de suprimento.
Os fertilizantes representam cerca de 25% dos custos totais de produção agrícola, o que mantém os produtores atentos às oscilações de preços. Nos últimos 12 meses, os principais produtos registraram aumentos significativos. O nitrato de amônio avançou cerca de 9%, a ureia subiu aproximadamente 16% e o UAN (solução de ureia e nitrato de amônio) teve valorização de 12%. Os maiores reajustes ocorreram entre fertilizantes fosfatados e formulações NPK, com altas superiores a 20%.
Atualmente, apenas duas fábricas operam em áreas controladas pela Ucrânia, localizadas em Cherkasy e Rivne. As unidades produzem nitrato de amônio, ureia e UAN, mas frequentemente trabalham abaixo da capacidade máxima e ajustam o mix de produção conforme a demanda e as condições de mercado.
Além disso, a participação da produção doméstica continua insuficiente para atender completamente às necessidades agrícolas do país. Como resultado, a Ucrânia permanece dependente de importações para complementar a oferta de nutrientes ao setor produtivo.
Importações seguem como fator estratégico
A estrutura de fornecimento externo pouco mudou nos últimos anos. O Azerbaijão e o Turcomenistão permanecem entre os principais fornecedores de ureia para a Ucrânia. Já o nitrato de amônio é importado principalmente da Polônia, Bulgária, Geórgia e países da Ásia Central. A Polônia também se destaca como uma das origens mais relevantes de UAN para o mercado ucraniano.
Kurkul, adaptado por Globalfert, 09/09/2026



