China e Índia pressionam corte de preços para o potássio
China e Índia estão próximos de negociar o maior corte de preços em três anos para a compra de potássio (nutriente usado na fabricação de fertilizantes) diante de um impasse nas reuniões com produtores russos e americanos que dominam esse mercado, avaliado em US$ 24 bilhões.
As negociações com a Índia começaram e com as conversas com a China podem iniciar entre janeiro e fevereiro, disse Oleg Petrov, diretor de marketing para o fornecedor russo OAO Uralkali. Os países podem pagar menos que US$ 430 a tonelada, cerca de 8,5% de queda, de acordo com analistas do Credit Agricole Securities USA, Dahlman Rose & Co e Goldman Sachs Group.
Os preços pagos pelos maiores consumidores da Ásia para 50 milhões de toneladas de potássio fornecem uma referência para o mercado global, para outros contratos. A China atrasou as compras regulares acertadas a US$ 470 por tonelada em um acordo que expirou em 30 de junho, enquanto o último contrato da Índia foi fixado por US$ 490, concluído no fim do primeiro trimestre, mas com suprimentos seguindo até o terceiro trimestre. Desde este período, as duas nações adiaram novos contratos com o objetivo de tornar o produto mais barato, forçando a utilização dos estoques do produto.
“Tudo se resume ao poder de negociação desses grandes blocos compradores”, afirmou Steve Hansen, analista da Raymond James. Ele acrescentou que China e Índia não são relutantes em aproveitar esse poder.
As empresas produtoras tinham respondido ao impasse de meses de negociação com cortes na produção que vão proteger os preços de um declínio maior. A russa Uralkali, o maior exportador em volume, de acordo com dados compilados pela Bloomberg, planeja cortar a produção pela metade entre dezembro e março.
A canadense Potash, maior produtora mundial de potássio em valor de mercado, anunciou em outubro e novembro a paralisação de quatro minas por oito semanas. E também estimou para 2013 embarques de 57 milhões a 58 milhões de toneladas, na comparação com projeções feitas em setembro de 60 milhões de toneladas.
A indústria de fertilizantes da Índia está esperando por fornecedores mais baratos após um corte de subsídios do governo e com a moeda local mais fraca elevando o custo das importações. O país asiático importa cerca de 3,5 milhões de toneladas de potássio por ano, abaixo de 6,5 milhões de toneladas adquiridas antes da crise financeira global, de acordo com a Uralkali.
Bloomberg News, 20/12/2012



