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China espera preços do potássio caírem para fechar contratos; preços no Brasil são os mais baixos desde 2007

A China deve adiar para abril o fechamento de acordos de compra de potássio com mineradoras para se beneficiar da queda dos preços do produto, que estão perto de mínimas em décadas. Enquanto isso, o país asiático vai usar os estoques de fertilizantes. Os preços no Brasil são os mais baixos desde 2007.

O preço que a China concorda em pagar no início de cada ano para empresas, incluindo Uralkali, Belaruskali e o cartel Canpotex, serve de referência para fornecedores e compradores em todo o mundo. As taxas de mercado no Brasil, que funcionam como orientação para os preços dos contratos chineses, caíram 30% no ano passado para US$ 250 a tonelada. Em 2015, a China concordou em pagar US$ 315 a tonelada.

“A China pode atrasar a assinatura dos contratos de 2016 até março ou abril”, disse Elena Sakhnova, analista do VTB Capital, em Moscou. “O preço atual do Brasil no mercado à vista indica que a China pode assinar novos contratos tão baixos quanto US$ 230 a tonelada”, à medida que o país tem um desconto sobre o mercado. Em novembro passado, o VTB previa os contratos chineses a US$ 275 a tonelada.

Os importadores chineses só têm a ganhar esperando que os preços caiam mais, segundo Konstantin Yuminov, analista do Raiffeisenbank, também em Moscou. Eles também vão usar estoques mais caros para evitar redução no valor dos produtos estocados no balanço com os novos preços mais baratos, disse o especialista do banco russo. Yuminov e Sakhnova afirmaram que os preços no Brasil são os menores desde 2007.

“Parece que 2016 vai ser um ano muito difícil para as mineradoras de potássio”, segundo Yuminov.

A decisão da China de adiar o fechamento dos contratos com as mineradoras seguiria o mesmo padrão de 2015, quando o país asiático esperou por preços mais baixos dos fertilizantes para compensar a desvalorização das colheitas locais. O analista Jason Miner, da Bloomberg Intelligence (BI), disse que os agricultores devem esperar por preços menores após a queda na cotação do milho e da soja nos Estados Unidos, que afetou a economia das colheitas.

A Potash Corp of Saskatchewan (PCS) disse, na última quinta-feira (21), que a China tem tempo para negociar os contratos, tendo em vista os volumes do estoques do país. A assessoria de imprensa da Uralkali se recusou a comentar sobre qualquer negociação com a China.

A empresa russa deve cortar a produção neste ano em 8% para 10,5 milhões de toneladas, devido aos mercados mais fracos, disse a Interfax ontem (25), mencionando uma fonte de dentro da empresa que não quis se revelar. As informações são da agência Bloomberg.

Notícias de Mineração, 26/01/2016

 

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