CNA propõe zerar taxa de frete marítimo para conter alta dos fertilizantes no Brasil

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério da Fazenda a suspensão temporária das alíquotas do Adicional de Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), em uma tentativa de conter a elevação dos custos de fertilizantes importados. A medida surge em um momento de forte pressão sobre os preços internacionais, impulsionada por tensões geopolíticas e restrições logísticas.
Do ponto de vista de mercado, o pleito ocorre em meio à alta expressiva dos nitrogenados, com destaque para a ureia, que já acumula valorização próxima de 35%, refletindo os impactos do conflito no Oriente Médio sobre energia e oferta global. Esse cenário tem elevado os custos de importação, especialmente para o Brasil, que depende do mercado externo para cerca de 85% a 90% do consumo total de fertilizantes.
Atualmente, o AFRMM incide com alíquotas de 8% sobre o frete marítimo em rotas de longo curso e pode atingir até 40% para granéis líquidos destinados às regiões Norte e Nordeste, ampliando significativamente o custo logístico. Em um ambiente de fretes elevados e maior competição por cargas, esse encargo passa a ter peso relevante na formação do preço final dos insumos agrícolas.
A suspensão do tributo teria efeito direto na redução dos custos de importação, funcionando como mecanismo de amortecimento frente aos choques externos. Ainda assim, o impacto dependerá da evolução dos preços internacionais e da normalização das rotas logísticas, uma vez que a pressão atual está fortemente ligada a fatores estruturais do mercado global de fertilizantes.
CNN Brasil, adaptado por GlobalFert, 18/03/2026



