Mercado

Compras da competitividade

A maioria dos importadores vem registrando sequências de bons resultados. É o caso da Yara Brasil. Dona de um quarto do mercado brasileiro de adubos e fertilizantes, a companhia desponta na oitava colocação entre as maiores importadoras do sul do país. Só em 2013, suas compras externas totalizaram US$ 657,3 milhões, um avanço de 9,6% em relação ao ano anterior. E a tendência é de que esses valores cresçam ainda mais: em dezembro de 2012, a Yara adquiriu a divisão de fertilizantes da Bunge em um negócio avaliado em US$ 750 milhões. No Brasil, a incorporação foi concluída em agosto – e o plano é que as sinergias com a nova controlada comecem a dar resultados a partir deste ano.

Atualmente, 70% das matérias-primas utilizadas pelos fabricantes brasileiros de fertilizantes são importadas. E o índice poderia ser ainda maior. O Brasil, como se sabe, é um grande consumidor de fertilizantes, mas ainda carece de insumos essenciais pra produzi-los. “Por exemplo: não temos gás natural suficiente para transformar o nitrogênio em amônia, que é necessária para produzir o fertilizante”, esclarece Lair Hanzen, presidente da Yara Brasil. A maior parte das importações são de substâncias simples, como nitrogênio, fósforo e cloreto de potássio. As reservas brasileiras desses produtos, além de escassas, localizam-se em pontos de difícil acesso, o que torna a importação mais vantajosa. A única fornecedora brasileira de cloreto de potássio é a Vale – que não atende nem a 10% da demanda nacional.

Amanhã, 10/07/2014

Imagem: Rodrigo Leal/Arquivo-APPA

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