Déficit atinge US$ 8,8 bi até abril
As importações brasileiras de produtos químicos totalizaram US$ 3,491 bilhões em abril, com queda de 15% na comparação anual, segundo o Relatório de Estatísticas de Comércio Exterior (Rece), da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) referente a abril. Frente a março, porém, houve avanço de 7,4%. Já as exportações de produtos químicos somaram US$ 1,103 bilhão no mês passado, com baixa de 9,7% frente ao registrado um ano antes e crescimento de 7,4% ante março.
Segundo o relatório, de janeiro a abril, o país importou US$ 13,3 bilhões e exportou US$ 4,4 bilhões em produtos químicos, com quedas de 7% e 4,8% na comparação anual, respectivamente. Com isso, o déficit da balança comercial de produtos químicos atingiu US$ 8,8 bilhões nos quatro primeiros meses do ano, recuo de 8%. Em 12 meses até abril, o déficit comercial ficou em US$ 31,2 bilhões.
Conforme a Abiquim, resinas termoplásticas lideram as exportações, com US$ 636,2 milhões nos quatro primeiros meses do ano. Os intermediários para fertilizantes são o principal produto de importação, com US$ 1,7 bilhão no ano.
A manutenção dos fertilizantes na Lista Brasileira de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul (Letec), sem recolhimento de imposto de importação, segundo o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, contribui para essa posição, represando investimentos estimados em mais de US$ 13 bilhões e elevando a dependência externa por insumos que poderiam ser produzidos no país.
“O setor de fertilizantes necessita urgentemente de uma política pública clara e eficaz de fomento à produção nacional. A estipulação de prazos para retirada desses produtos da Letec se faz indispensável”, afirma, em nota.
Por outro lado, medidas de simplificação do regime de “drawback” (que elimina tributos na importação de insumos para posterior exportação do produto industrializado) podem viabilizar novos negócios para a indústria brasileira, na avaliação da entidade.
Valor Econômico, 21/05/2014



