Demanda por adubo no país saltará para 34,8 mi t em 2017
A demanda brasileira por fertilizantes poderá atingir 34,8 milhões de toneladas até 2017, puxada pelo bom desempenho do complexo grãos e pela recuperação da indústria de cana, apontou o sócio-diretor da Agroconsult nesta segunda-feira.
“Com os grãos (milho e soja) e a retomada da cana, a demanda do Brasil por nutrientes e o consumo de fertilizantes cresce, com destaque para o Centro-Oeste”, projetou André Pessôa, sócio-diretor da consultoria em palestra durante o 2o Congresso Brasileiro de Fertilizantes, em São Paulo.
Ele prevê um crescimento de 5 por cento ao ano de fósforo, 3 por cento ao ano de nitrogênio e 2,5 por cento ao ano de potássio.
Para este ano, ele trabalha com uma estimativa de vendas recordes de fertilizantes de 29,2 milhões de toneladas, o que seria um recorde.
O volume dos nutrientes nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) é estimado ano em 13,4 milhões, devendo saltar para 16 milhões de toneladas até 2017.
O número da Agroconsult supera as 14,7 milhões de toneladas previstas pela Associação para Difusão de Adubos (Anda).
Pessôa ressalta que a soja, cuja área deve ter um salto para 28,1 milhões de hectares nesta temporada, ainda terá vantagem sobre o milho na temporada de verão dos próximos ciclos.
Enquanto o cereal continua ganhando mais espaço na segunda safra, cultivada após a colheita da soja.
“No Brasil, o crescimento do milho se dará via expansão da safrinha na esteira do crescimento da soja”, previu o consultor.
Já no caso da cana, a cultura crescerá beneficiada por boas taxas de renovação dos canaviais, que no ano passado ficaram em 19 por cento e na atual temporada já superam 20 por cento, com o reflexo que deverá ser sentido na oferta das próximas safras.
Reuters, 27/08/2012



