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Egito impõe taxa de exportação sobre nitrogenados e adiciona pressão ao mercado global de ureia

O governo do Egito anunciou a imposição de uma taxa de exportação de US$ 90 por tonelada sobre fertilizantes nitrogenados, válida por um período inicial de três meses a partir de 4 de maio. A medida abrange produtos como ureia, amônia, UAN, nitrato de amônio e sulfato de amônio, e faz parte de uma estratégia para priorizar o abastecimento doméstico e estabilizar os preços internos em meio à volatilidade global.

A decisão ocorre em um momento de pressão crescente sobre os produtores locais, especialmente após o aumento no custo do gás natural — principal insumo da cadeia de nitrogenados. O preço do gás para setores intensivos foi elevado de cerca de US$ 5,75 para US$ 7,75 por milhão de BTU, impactando diretamente os custos de produção. Nesse contexto, a nova tarifa tende a comprimir margens e reduzir a competitividade das exportações egípcias no mercado internacional.

O movimento ganha relevância considerando o papel do Egito no mercado global. O país possui capacidade produtiva próxima de 6,9 milhões de toneladas/ano de ureia e exportações superiores a 3,2 milhões de toneladas em 2025, sendo um dos principais players globais. Embora a participação nas importações brasileiras seja limitada — cerca de 0,5% do total —, qualquer restrição ou perda de competitividade da origem egípcia contribui para um cenário mais apertado.

Portanto, a combinação entre custos elevados de energia e medidas de restrição às exportações reforça um viés de sustentação para os preços internacionais de nitrogenados. Mesmo sem cortes imediatos na oferta, a mudança na dinâmica de competitividade adiciona volatilidade ao mercado e pode dar suporte adicional às cotações, especialmente em um ambiente já marcado por riscos geopolíticos e logísticos.

Economy Plus, adaptado por GlobalFert, 06/05/2026

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