Embarques de Minas caem 11% em agosto
A queda na atividade econômica já afetou as exportações de Minas Gerais, que registrou recuo nos embarques em agosto. No mês passado, a receita com as vendas externas somou US$ 2,355 bilhões, o que significa retração de 11% na comparação com julho. Porém, a participação do Estado no total exportado pelo Brasil no período permaneceu inalterada ante julho: 11,5%.
No acumulado do ano até agosto, os embarques mineiros totalizaram US$ 19,997 bilhões contra US$ 21,917 bilhões no mesmo intervalo de 2013, o que corresponde a uma redução de 8,7%. Os dados são preliminares e foram divulgados pela Central Exportaminas, vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede).
Nos últimos 12 meses (de setembro de 2013 a agosto de 2014), as exportações mineiras vêm acumulando sucessivas reduções. No momento, a retração chega a 2,5% em relação ao acumulado nos 12 meses anteriores. Já a corrente comercial, que representa o comércio exterior como um todo, porque soma exportações com importações, ficou praticamente estável em relação a julho, com queda de 0,1%.
Entre os principais produtos exportados pelo Estado, continuam no topo os minérios (contando também escórias e cinzas), com US$ 897, 5 milhões. Depois surgem as commodities agrícolas (café, chá, mate e especiarias), com US$ 341,7 milhões. Em terceiro lugar está o ferro fundido (ferro e aço), com US$ 251,4 milhões.
As importações também diminuíram em agosto. No mês passado, o Estado comprou US$ 866,6 milhões em produtos, 14% a menos do que em julho (US$ 1,016 bilhão). Em relação às compras externas de igual mês do ano passado, quando elas somaram US$ 1,066 bilhão, houve redução de 18,7%.
De janeiro a agosto, as importações estaduais somaram US$ 7,163 bilhões, o que significa queda de 12,6% em relação a idêntico período do exercício passado (US$ 8,198 bilhões). Minas respondeu por 4,2% de todas das importações feitas pelo país no período.
Entre os principais produtos importados em agosto, em primeiro lugar ficaram veículos automotores, tratores e suas partes/acessórios, com US$ 175,586 milhões; em seguida vieram máquinas e equipamentos para a indústria mecânica (US$ 142,902 milhões); e adubos e fertilizantes, com US$ 76,642 milhões.
O saldo da balança comercial do Estado em agosto encolheu, fechando com superávit de US$ 1,488 bilhão. O volume é 8,8% menor do que o registrado em julho (US$ 1,633) e 15,8% inferior ao do mesmo mês de 2103 (US$ 1,769 bilhão).
No acumulado até agosto, o saldo ficou positivo em US$ 12,833 bilhões, resultado 6,45% inferior ao valor registrado em igual intervalo do ano passado (US$ 13,718 bilhões). Já a participação do Estado nos desembarques nacionais no intervalo chegou a 4,7%.
Diário do Comércio, 10/09/2014



