EUA flexibilizam sanções à Venezuela e ampliam oferta de fertilizantes e energia

Os Estados Unidos autorizaram, por meio de licença do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), a importação de fertilizantes de origem venezuelana, em um movimento voltado a conter a alta nos custos agrícolas em um cenário global ainda pressionado. A medida ocorre em paralelo à flexibilização de restrições no setor petrolífero, ampliando a atuação de empresas americanas na cadeia de energia da Venezuela.
Do ponto de vista do mercado de fertilizantes, a liberação das operações com a Pequiven, incluindo amônia e ureia, introduz uma fonte adicional de oferta de nitrogenados, ainda que com impacto gradual. A relevância da medida está na diversificação das origens em um ambiente marcado por restrições logísticas e geopolíticas, que vêm limitando a disponibilidade global e sustentando patamares elevados de preços.
A ampliação das atividades no setor de petróleo reforça esse efeito de forma indireta, uma vez que o custo do gás natural e dos derivados energéticos segue como principal componente da estrutura de produção dos nitrogenados. Assim, a maior circulação de petróleo venezuelano tende a contribuir para o alívio das pressões energéticas, com reflexos potenciais sobre os custos marginais da indústria de fertilizantes.
Em paralelo, a retomada das exportações de gás para a Colômbia e a reativação de fluxos comerciais regionais reforçam a tentativa de reinserção da Venezuela no mercado energético. Ainda assim, a capacidade de impacto sobre o mercado global de fertilizantes permanece limitada, dado o baixo volume exportável e as restrições operacionais do país. Dessa forma, o efeito tende a ser localizado, contribuindo pontualmente para a oferta nos Estados Unidos, sem alterar de forma relevante a dinâmica global de preços e volatilidade.
US Department of the Treasury, adaptado por GlobalFert, 17/03/2026



