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Fertilizantes Heringer tem queda de 75,5% no lucro no 1º trimestre em meio à retração nas vendas e alta dos fertilizantes 

A Fertilizantes Heringer registrou lucro líquido de R$ 14,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, resultado 75,5% inferior ao observado no mesmo período do ano anterior. A receita líquida somou R$ 525,3 milhões, com queda de 42%, enquanto o EBITDA ficou negativo em R$ 4,1 milhões, revertendo o resultado positivo de R$ 3,5 milhões registrado no 1T25. A margem EBITDA passou de 0,4% positiva para 0,8% negativa.

O desempenho foi impactado principalmente pela forte retração nos volumes comercializados, que caíram de 358 mil para 202 mil toneladas no período, redução de 43,7%. Segundo a companhia, o movimento refletiu a alta dos preços internacionais dos fertilizantes, especialmente ureia e MAP, além da postergação de compras por produtores em importantes regiões agrícolas atendidas pela empresa.

Entre as culturas, milho e café concentraram a maior parte da retração. No milho, os volumes recuaram de 124 mil para 70 mil toneladas, enquanto no café a queda foi de 112 mil para 73 mil toneladas. A companhia destacou que, no caso do café, a combinação entre fertilizantes mais caros e a queda nos preços da commodity levou produtores a reduzirem a adubação no período.

A Heringer também reportou mudança no perfil de consumo, com maior participação relativa de produtos premium. Os fertilizantes convencionais recuaram de 305 mil para 154 mil toneladas, enquanto a linha premium apresentou queda mais moderada, de 53 mil para 48 mil toneladas, reforçando a estratégia da companhia de ampliar produtos de maior valor agregado.

Do lado financeiro, a empresa destacou que o efeito cambial continuou sendo o principal componente do resultado financeiro líquido, mesmo com redução frente ao ano anterior. A variação cambial líquida positiva somou R$ 156,6 milhões no trimestre. Além disso, a companhia reduziu seu passivo total de R$ 3,47 bilhões para R$ 3,13 bilhões entre dezembro de 2025 e março de 2026.

Nas perspectivas para o restante do ano, a Heringer destacou o ambiente de maior volatilidade no mercado internacional de fertilizantes, com altas relevantes em ureia e MAP no primeiro trimestre, impulsionadas principalmente pela guerra envolvendo Irã, EUA e Israel e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, a companhia vê suporte na expectativa de crescimento da safra brasileira 2025/26, estimada pela Conab em 356,3 milhões de toneladas, alta de 1,2% frente ao ciclo anterior.

Heringer, adaptado por GlobalFert, 12/05/2026

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