Importação de insumos agrícolas será viabilizada
A importação de insumos agrícolas e abertura de mercado foram os temas de uma audiência realizada na tarde desta segunda-feira (18), no escritório da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph), e que contou com presença do governador do Estado, Confúcio Moura, secretários e empresários do segmento.
O objetivo do encontro é fomentar o setor agrícola do Estado. Para isto, o governo vem investindo na área com a abertura de duas usinas de calcário e o próximo passo é a importação de fertilizantes como fósforo e potássio. Porém, para se chegar a este objetivo, é necessária a construção de uma estrutura logística.
Boa parte dos insumos consumidos no país chegam através dos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP). Para baratear os custos, a melhor solução seria a rota através do rio Madeira. A Hermasa já demonstrou interesse em investir no Estado com a instalação de um guindaste especifico para a operação e o Grupo Maggi irá construir o Porto.
O governo do Estado proporcionará as condições necessárias para o acesso, através da Rodovia Expresso Porto. “Tínhamos reservado R$ 28 milhões para esta obra, mas o Dnit, que assumiu, achou que o projeto não estava no padrão de qualidade deles. Em seu projeto eles acharam necessária uma estrada mais larga, com asfalto mais espesso e no cruzamento com a BR 364 uma rotatória com elevado (viaduto). A verba vem do PAC”, explicou Confúcio Moura.
De acordo com o cronograma do Grupo Maggi, em Abril tem inicio a terraplanagem da área do Porto. Em julho se iniciam as obras. A Eletrobrás já levantou os custos para a instalação da rede de energia e irá bancar os valores ficando pendente apenas o acesso.
De acordo com o secretário da Sedes, Emerson Castro, resolver isto é algo rápido e simples. “É um trecho que não tem muita dificuldade, pois já está plano e uma alternativa provisória é o encascalhamento”, afirmou. “Um porto traz desenvolvimento, empresas e arrecadação, mas queremos pensar em algo que beneficie os dois lados. Estamos colhendo dados para a criação de uma estrutura que possibilite o desenvolvimento de Rondônia para 50 anos”, complementa.
“Precisamos muito que estes fertilizantes, não apenas passem por Rondônia, mas que o custo destes insumos fosse reduzido para o produtor”, ressaltou o Secretário Seagri, Evandro Padovani.
Segundo Waldemir Ival Loto, presidente do Grupo Maggi, “quando iniciamos nossa atividade em 2007 quase não havia soja no Estado, eram apenas 500 mil quilos. Hoje temos 1.500 toneladas de soja e 180 mil hectares que poderão se tornar 300 mil hectares. Temos muito interesse em alavancar a produção de Rondônia”, disse.
Participaram ainda da audiência George Braga, secretário Seplan; a secretária da Sedam, Nanci Rodrigues; Ricardo Sá, presidente da Soph; João Roberto Zamboni, diretor superintendente da Hermasa Navegações Amazônicas; Roberto Egmar Ramos, da Ramos Consultoria e Nilto Costa da Rio Madeira Navegações.
DECOm, 19/03/2013



