Índia avalia ajustes no preço e no subsídio da ureia para agricultores

O governo da Índia indicou, a possibilidade de um reajuste moderado no preço da ureia, atualmente fixado em US$ 2,64 por saco de 45 kg. Além da correção de preços, o documento sinaliza mudanças nas regras de concessão do subsídio, trazendo ao mesmo tempo perspectivas positivas e preocupações para os produtores rurais.
A principal motivação para a revisão é o uso excessivo de nitrogênio, as recomendações agronômicas no país apontam uma relação equilibrada de nutrientes de 4:2:1 (NPK) para a maioria das culturas e tipos de solo, proporção que vem sendo distorcida pelo consumo elevado de fertilizantes nitrogenados.
O levantamento alerta que a aplicação indiscriminada de ureia tem reduzido o teor de matéria orgânica do solo, acelerado a perda de micronutrientes e enfraquecido a estrutura física das áreas agrícolas. Além disso, o aumento do vazamento de nitratos para o lençol freático tem limitado os ganhos de produtividade em diversas regiões irrigadas, onde a resposta das lavouras ao fertilizante se estabilizou ou até diminuiu.
Como resposta, o governo estuda migrar do modelo atual, no qual o subsídio é pago diretamente às indústrias produtoras, para um sistema de transferência direta ao agricultor. Nesse formato, o produtor compraria a ureia a preço de mercado e receberia posteriormente metade do valor em sua conta bancária, nos moldes do programa PM-Kisan, programa do governo da Índia criado para apoio direto à renda de pequenos e médios agricultores. A proposta busca alinhar o uso de fertilizantes às reais necessidades das culturas e do solo, apoiada por sistemas digitais de monitoramento e gestão integrada de nutrientes.
Haryanaekhabar, adaptado por GlobalFert, 30/01/2026.



