KCl apresenta menor impacto nos preços diante do cenário de conflito no Oriente Médio

O mercado de Cloreto de Potássio tem sido menos afetado pelo atual conflito no Oriente Médio, reflexo de uma dinâmica produtiva menos dependente de insumos energéticos críticos. A cadeia é relativamente curta, iniciando na mineração da rocha potássica e seguindo por etapas de processamento físico até a obtenção do insumo final, o que reduz a necessidade de intermediários, como observado em outros fertilizantes.
A oferta global do KCl é altamente concentrada, com predominância de países como Canadá, Rússia e Belarus, e atuação relevante de grandes players como Nutrien, Uralkali, Belaruskali e Mosaic. Esse cenário reforça que os países importadores estão mais suscetíveis à volatilidade de preços no mercado e às condições de oferta e logística.
Do lado da demanda, o consumo é liderado por mercados asiáticos, com destaque para China e Índia, que operam majoritariamente via contratos de longo prazo, especialmente para a cultura do arroz, a maior em ambos os países. O Brasil figura como terceiro maior consumidor global, com forte concentração da demanda na safra de grãos, principalmente soja, cujo pico ocorre entre julho e outubro.
Em 2025, as importações brasileiras de cloreto de potássio totalizaram 13,4 milhões de toneladas. A Rússia se manteve como principal origem, responsável por 46% do volume total importado, com preço médio de US$ 326/t CFR. O Canadá apareceu na sequência, com participação de 37% e preços médios de US$ 336/t CFR, reforçando a relevância no abastecimento nacional.
Apesar do impacto limitado do atual conflito, a elevada dependência de importação no Brasil mantém o país exposto às condições internacionais de oferta, preços e logística, que já apresentam pressões pontuais impulsionadas pelo cenário especulativo.
GlobalFert, 01/04/2026.



