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Mapa participa do lançamento do IC Agro

O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDC/Mapa), Caio Rocha, esteve presente no lançamento do Índice de Confiança no Agronegócio (IC Agro), realizado pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), apresentado nesta segunda-feira (24), na capital paulista.

Durante o evento, foi apresentada uma pesquisa de campo realizada entre novembro de 2013 e janeiro deste ano, quando foram entrevistados mais de 1,5 mil produtores agropecuários e 40 empresas de insumos. “O índice é um instrumento importante para que se possa aperfeiçoar a produção agrícola no país, servindo para análise do antes e do depois do plantio, da colheita e de toda a cadeia da produção”, explicou Rocha.

O primeiro IC Agro – que tem uma escala de zero a 200, onde zero é péssimo, 100, neutro e 200, otimista – teve uma média de 104,5, o que indica um otimismo moderado, segundo o Departamento do Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O resultado é sustentado pelas empresas de insumos, que viram as vendas de fertilizantes, defensivos e máquinas baterem recorde de vendas no ano passado.

De acordo com o estudo, essas empresas não estão confiantes na economia do país como um todo, todavia, confiam no setor de agronegócios (123,5). Já os produtores agropecuários estão mais pessimistas. O índice de confiança médio da categoria ficou em 97,9 pontos. Entre os agricultores, o resultado ficou em 97,6. Em geral, os produtores estão mais retraídos quanto aos custos e apresentaram o resultado de 61,6 pontos.

Quanto à economia brasileira, os produtores agropecuários deram 84,9 pontos de confiabilidade, porém, veem com bons olhos a produtividade – 105,1. Na agricultura, os mais preocupados são os produtores de café, cana e laranja, diferentemente dos de soja e algodão. Por causa da seca, lavouras de café, cana e laranja foram prejudicadas e a colheita será menor que a esperada.

Entre os maiores problemas para os negócios revelados pelos produtores agropecuários, o clima foi o citado por 46,8% dos entrevistados. Em seguida aparecem o preço de venda dos produtos (38,8%), o aumento dos custos de produção (33,8%), a alta incidência de pragas e a falta de trabalhadores qualificados (25,6%), a legislação ambiental (23,9%), a infraestrutura logística (21,2%) e a legislação trabalhista (21,1%).

Os resultados do índice podem ter mudanças no decorrer dos meses, por isso, ele será atualizado trimestralmente. Durante a pesquisa, por exemplo, os sojicultores estavam com a perspectiva de preços internacionais mais firmes ao longo do ano. No cenário atual, após a confirmação pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) do aumento da área de plantio no país para a safra 2014/15, os preços da soja caíram quase 30% no mercado internacional.

Segundo o secretário da SDC, o estudo demonstra o caminho certo do governo no investimento no seguro agrícola, mais que dobrando a participação no pagamento do prêmio do seguro. “Isso indica que o seguro tem sido um investimento público e não uma despesa, garantindo a renda e a geração de riqueza”, ressaltou Caio Rocha, que afirmou ainda que a SDC estará acompanhando os resultados do índice nos próximos meses e avaliando a metodologia.

MAPA, 25/02/2014

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