Mercado

Nitrato de Amônio atinge mínimas históricas

Nos anos de 2021 e 2022, os preços do Nitrato de Amônio no mercado internacional registraram aumento médio de 58,6%. A dependência do insumo de origem russa (97%) foi um fator determinante para o aumento nos preços de uma das principais fontes de adubação nitrogenada no Brasil.

Em outubro de 2021, a Rússia anunciou um bloqueio das exportações de fertilizantes com o intuito de garantir volumes para a safra de trigo, a principal do país. Devido a isso, o volume de entregas de Nitrato de Amônio ao Brasil sofreu uma redução de cerca de 54% em 2022. Essa situação foi agravada pelo cenário de guerra entre a Rússia e Ucrânia.

A restrição de volumes entregues pela Rússia se manteve até o dia 1 de junho de 2023, quando o país passou a aumentar, em cerca de 200%, o volume disponível para exportação. O aumento da oferta, aliada a baixa demanda das principais regiões consumidoras (União Europeia e Brasil), contribuiu para a queda dos preços.

Outro fator importante foi a redução nos custos produtivos com o gás natural na Europa. Em 2022, o aumento nos custos com a matéria-prima, devido à redução na oferta, acarretou a interrupção da atividade de fábricas de nitrogenados no continente e, consequentemente, aumento nos preços.

Neste ano, o alívio nos preços da matéria-prima contribuiu para a retomada das operações de fertilizantes nitrogenados, forçando grandes empresas, como Yara e CF a diminuírem drasticamente seu patamar de preços. Devido a esse cenário, os preços do insumo atingiram mínima histórica de 120 US$/t – FOB na segunda quinzena de junho, o que deve refletir ao longo dos próximos meses no mercado nacional, tornando o insumo mais competitivo frente as outras fontes nitrogenadas.

GlobalFert, 05/07/2023.

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