Novas fiscalizações na China podem afetar o mercado de Sulfato de Amônio.

A exportação de sulfato de amônio da China passou a exigir fiscalização obrigatória direto nas fábricas, e não mais apenas nos portos, segundo informações da GlobalFert.
A mudança, conduzida pela Alfândega chinesa, está em vigor desde 16 de julho. Segundo os relatos, a nova exigência pode dificultar o uso de estoques já posicionados para embarque imediato. Além disso, o processo tende a ampliar os prazos logísticos e reduzir a disponibilidade rápida do produto no mercado internacional.
Até o momento, as autoridades chinesas não detalharam oficialmente as novas diretrizes. Portanto, as regras específicas de fiscalização e os critérios aplicados às fábricas permanecem incertos. Essa falta de clareza dificulta o planejamento de compradores internacionais, que dependem do fluxo constante de embarques chineses para atender suas demandas agrícolas sazonais. A oferta no país já apresentou redução e os preços retomaram de tendência de alta.
Impacto para o mercado brasileiro
O cenário merece atenção especial no Brasil, maior comprador do fertilizante chinês. O país importou 3,13 milhões de toneladas de sulfato de amônio no primeiro semestre de 2026, volume 34% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Esse crescimento decorreu, em parte, da substituição da ureia, que teve forte valorização e tornou o sulfato de amônio uma alternativa mais competitiva para os produtores rurais.
Assim, qualquer restrição no fluxo de embarques tende a pressionar a oferta interna. Com a aproximação da safrinha, o momento se torna ainda mais sensível, já que a demanda por fertilizantes nitrogenados costuma aumentar nesse período do ano.
GlobalFert, 24/07/2026



