Plano global busca reduzir emissões de carbono na indústria de fertilizantes de potássio e fosfato

O Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD) e a Associação Internacional da Indústria de Fertilizantes (IFA) anunciaram o desenvolvimento de um roteiro global de baixo carbono para a indústria de fertilizantes de potássio e fosfato. A iniciativa busca alinhar a crescente demanda mundial por alimentos à necessidade de reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE), avançando em direção às metas do Acordo de Paris.
Para viabilizar este projeto, a consultoria de sustentabilidade ERM foi contratada e será responsável por analisar o mercado de fertilizantes de potássio e fosfato, avaliar as emissões de carbono da indústria e desenvolver o roteiro de baixo carbono.
Embora a indústria de fertilizantes nitrogenados já conte com o Ammonia Technology Roadmap, lançado em 2021 pela IFA, EBRD e Agência Internacional de Energia (IEA), ainda não existia um plano semelhante para fertilizantes à base de potássio e fosfato — que juntos responderam por 42% do consumo global de fertilizantes em 2022.
Principais objetivos do projeto
O roteiro busca identificar políticas e tecnologias necessárias para reduzir a intensidade de carbono da produção de potássio e fosfato, com atenção especial a países onde a atividade é mais relevante, como Marrocos (que detém 70% das reservas globais de fosfato), Tunísia, Egito, Jordânia, Turquia e países da Ásia Central. Entre as metas estão: avaliar o desempenho energético e a emissão de carbono, engajar diversos stakeholders, definir um plano de baixo carbono até 2050, criar métricas de acompanhamento e buscar reconhecimento por iniciativas científicas como a SBTi (Science Based Targets initiative).
Impacto esperado
A IFA, que reúne 480 membros em todo o mundo, incluindo os maiores produtores de potássio e fosfato, coordenará o diálogo com a indústria, garantindo representatividade de países desenvolvidos e emergentes. Já o EBRD contribuirá com análises de viabilidade financeira e adaptação das soluções a diferentes realidades econômicas.
Segundo as instituições, o projeto não se limita à produção, mas também avaliará o impacto das práticas de uso de fertilizantes sobre a demanda e proporá caminhos para transições de baixo carbono que assegurem tanto a competitividade industrial quanto a segurança alimentar global.
GlobalFert, 09/09/2025.



