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Preço médio dos fertilizantes cai 2% na região Sul do Brasil

Mesmo com o dólar ainda em patamar firme em julho, o preço médio dos fertilizantes caiu 2% desde abril na região Sul do País. Os valores dos fertilizantes, no entanto, ainda estão altos, o que continua limitando as negociações de insumos para a safra 15/16 da soja. Mesmo com o aumento, os produtores de trigo, investindo um pouco menos na adubação, realizaram suas compras e seguem na reta final de plantio de Trigo. Já quanto à soja, as aquisições de adubos da temporada 15/16 evoluem de forma lenta no Sul do Brasil. No Paraná, o atraso nas compras chega a 18 pontos percentuais frente a maio/14. Quanto às cotações, considerando-se a média da região Sul, a do cloreto de potássio (KCl) teve queda de 8% de abril para maio. A menor demanda pelo fertilizante reduziu os preços do insumo. Alguns insumos registraram movimentos distintos entre os estados do Sul do País. Enquanto no Paraná a ureia e o super simples registraram valorizações de abril para maio, no Rio Grande do Sul, os preços desses insumos caíram.

Esse cenário pode estar atrelado ao plantio mais avançado no Paraná – no Rio Grande do Sul, as atividades estão apenas no início. No Rio Grande do Sul, a ureia se desvalorizou 8%, na média, mas, no Paraná, houve aumento de 6%. Na região de Passo Fundo (RS), a cotação da ureia caiu 6%, com a média passando de R$ 1397,50 para R$ 1325,00. Já em Londrina, o preço médio da ureia, que era de R$ 1.309,00/t em abril, subiu 9%, indo pa-ra R$ 1.426,00/t em maio. Em Chapecó (SC), o preço em abril estava R$ 1.388,00/t e, com a queda de 7% em maio, passou para R$ 1.290,001/t. O super simples também apresentou comportamento misto nas cotações em maio, com elevação no Paraná e queda no Rio Grande do Sul. No município de Passo Fundo (RS), a queda foi de 5%, com o preço passando de R$ 956,00/t em abril para R$ 910,00/t em maio. Já em Londrina, o aumento foi de 3%, passando de R$ 877,50/t para R$ 907,59/t.

Nosso comentário geral é que a grande variação dos preços dos fertilizantes se deve ao câmbio, visto que os preços internacionais seguem firmes e até em alguns casos, com viez de baixa. Importante é manter a relação de troca nos níveis históricos, pois isso preserva a rentabilidade do negócio.

 

Jornal da Manhã, 28/07/2015

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