Preços de fertilizantes devem se manter mais baixos, projeta Rabobank
Os preços internacionais de fertilizantes devem se manter mais baixos e, diferente do ocorrido no primeiro semestre, deve haver repasse dessa condição para o produtor brasileiro. É a avaliação do banco holandês Rabobank, em relatório de perspectivas de mercado divulgado nesta quarta-feira (21/8).
“Não existem expectativas de retomada de preços no curto prazo”, informa o relatório. “A entrada de novas plantas no Oriente Médio pressionam os preços de nitrogênio. Para fosfatados e KCl, a baixa demanda asiática deve limitar qualquer tentativa de recuperação”.
De acordo com o banco, os preços internacionais caíram durante o primeiro semestre do ano. Mas a queda não foi repassada ao mercado brasileiro porque, na tentativa de evitar os problemas de logística, as compras foram concentradas na primeira metade do ano.
No período, informa o relatório, o Brasil importou 9,6 milhões de toneladas, 23% a mais que no mesmo período em 2012. As entregas de fertilizantes ao consumidor foi 3,2% maior. Na avaliação do Rabobank, a indústria deve concentrar estoques, com pressão sobre os preços do adubo.
“O crescimento da demanda nos próximos meses não deve ser suficiente para absorver o aumento das importações, criando um ambiente de pressão sobre os preços no mercado interno. Caso não haja movimentos expressivos de alta no câmbio, a queda nos preços internacionais finalmente pode ser refletida nas cotações de fertilizantes no campo”, avalia o banco holandês.
Globo Rural, 21/08/2013



