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Preços dos fertilizantes recuam e relações de troca melhoram consideravelmente para produtor brasileiro

Os preços dos fertilizantes têm recuado no Brasil e as relações de troca têm melhorado consideravelmente nas últimas semanas. Um dos destaques é o Super Simples, que recuou 60% de abril até agora, levando as relações de troca de 20 para 10 sacas de soja por tonelada do fertilizante, com base no porto de Paranaguá. Parte dessas baixas entre todos os grupos de fertilizantes vem com as importações recordes e estoques mais confortáveis no Brasil, enquanto as demanda também está mais contida no país neste momento, contribuindo para este recuo das cotações. No cenário internacional, a Belarus buscando alternativas de escoamento de seu produto – mandando seus fertilizantes por ferrovias para a China e para os portos russos – e a nação asiática voltando às exportações também ajudam para as baixas. 

No dia 27 desde mês, um barco a Belarus com cloreto de potássio estava esperando para descarregar no porto de Paranaguá. Esse fato não víamos no mercado desde fevereiro deste ano. A oferta global, aos poucos, vai se normalizando, e de outro lado no Brasil temos 13% a mais de importação de KCl do que tínhamos no mesmo período do ano passado, considerando de janeiro a agosto.

Com isso, houve um recuo do KCl, que apesar das baixas, o ainda apresenta relações de troca acima da média – uma vez que foi o ponto nevrálgico e mais crítico durante o pico da crise dos fertilizantes – e ainda está, em média, na casa de 24 sacas de soja/tonelada no porto de Paranaguá.  

No mercado nacional, atrelado a volatilidade ainda muito presente no exterior, causado principalmente pela guerra e consequente dificuldade de abastecimento de gás natural, há uma ligeira queda na demanda da ureia. O movimento é reflexo de menor liquidez neste momento, com os negócios mais tímidos agora, porém com estoques estáveis no Brasil.

Notícias Agrícolas, 28/09/2022.

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