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Previsão para mercado do Potássio é desanimadora

A analista Daryna Kovalska prevê que o preço médio do cloreto de potássio será de apenas US$ 254 a tonelada no próximo ano, o que significa uma queda acentuada se compararmos aos cerca de US$ 300 a tonelada praticados hoje.

Ela cita a crescente fragilidade no preço das commodities agrícolas e a depreciação das moedas de mercados emergentes para justificar a queda do preço.

Kovalska espera que a demanda mundial por potássio caia em 4,4 milhões de toneladas em 2016, com as maiores reduções ocorrendo no Sudeste da Ásia, na Índia e no Brasil. E, com a China sentada sobre imensos estoques da matéria-prima de fertilizantes, ela acha que o equilíbrio de poder de precificação se deslocará para os compradores, ficando longe dos vendedores. Isso pode levar ao colapso do sistema atual de preços para o potássio.

Kovalska também afirma que em um mundo “pós-cartel”, os produtores não têm a disciplina para reduzir a oferta o suficiente para ajustá-la à demanda. Com o fim do cartel existente entre Rússia e Belarus, ela observa que os preços ainda estão bem acima da curva de custo, por isso não há, ainda, incentivo para reduzir a oferta. “As perspectivas para o mercado do potássio continuam a ser muito pessimistas”, disse ela.

Isso tem importantes implicações negativas para a PCS, que tem sede em Saskatoon, no Canadá. Daniel Greenspan, outro analista Macquarie, rebaixou a nota da ação da mineradora de neutra para underperform, e cortou o seu preço-alvo em 31% para US$ 22 por ação. Ele disse que a ação poderia ter melhor desempenho se os investidores tivessem apoiado a Potash Corp na proposta para comprar a rival alemã K+S AG.

No Brasil, os principais projetos em andamento de cloreto de potássio estão em Sergipe – Sergi e Capela, da Harvest, e Carnalita, da Vale – e no Amazonas, com o projeto Autazes da Brazil Potash. Juntos, esses projetos podem acrescentar, em cinco anos, oferta de até 4 milhões de toneladas de potássio no mercado interno. Esse volume corresponde a cerca de 42% do consumo em 2014. Com informações do jornal canadense National Post.

 

Notícias de Mineração, 21/09/2015

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