Mercado

Produtores mexicanos pedem suspensão de tarifas sobre fertilizantes chineses em meio a riscos de oferta

Produtores agrícolas do México estão pressionando o governo federal para suspender temporariamente as tarifas compensatórias sobre o sulfato de amônio importado da China, diante das disrupções globais na oferta e da alta nos preços dos fertilizantes. A medida reflete a forte dependência externa do país, que importa cerca de 75% de suas necessidades, e evidencia o dilema entre proteger a indústria local e garantir insumos acessíveis ao campo.

Regiões agrícolas estratégicas como noroeste e oeste do país buscam alternativas à ureia proveniente do Oriente Médio, cuja oferta foi afetada por tensões geopolíticas. O sulfato de amônio chinês surge como substituto, mas a tarifa de aproximadamente US$ 180 por tonelada mantém os custos elevados. Estimativas indicam que a remoção da taxa poderia reduzir os preços de cerca de US$ 530/t para US$ 330/t, aliviando as margens dos produtores em um momento de forte alta global da ureia.

As tarifas foram implementadas em 2015 como medida antidumping, após reclamações de produtores locais. Apesar de precedentes de suspensão temporária para conter a inflação, o governo tem mantido a política como forma de proteger a indústria doméstica. Agricultores alertam que, sem intervenção, a escassez de fertilizantes pode comprometer a produção de grãos, frutas e hortaliças, com impactos nos preços dos alimentos e na renda rural.

Ainda assim, especialistas destacam que a retirada das tarifas pode não ser suficiente para garantir o abastecimento, já que a China tem restringido exportações para proteger seu mercado interno. Com controles que limitam entre 50% e 80% dos embarques, a disponibilidade global segue pressionada. Apesar de esforços para ampliar a produção doméstica, o México permanece exposto à volatilidade internacional, mantendo o setor agrícola vulnerável a novos choques de preços.

Fertilizer Daily, adaptado por GlobalFert, 08/04/2026.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo