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Queda no preço do petróleo pode impactar o agronegócio brasileiro

A queda no preço do petróleo, registrada desde setembro no mercado internacional, deve ter impactos positivos e negativos ao agronegócio brasileiro, reduzindo custos de transporte e os preços de fertilizantes, mas deprimindo a demanda de alguns dos maiores consumidores internacionais.

Desde o final de setembro, o preço médio do petróleo recuou quase 30%, chegando a recuo de 40% se considerado o período desde junho. Os principais motivos para esta desvalorização são o aumento da produção nos Estados Unidos em quase um terço, a manutenção do nível atual de produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a fraca situação das grandes economias internacionais.

Entre os aspectos positivos está a possibilidade de os preços dos fertilizantes diminuírem, pelo fato de uma das matérias-primas do fertilizante ser a ureia, que precisa de petróleo para a produção. Além disso, ele cita a possibilidade de o preço do frete através do modal marítimo recuar e, caso o governo repasse a queda de preços do petróleo para o diesel, o que não é certo, o mercado interno também pode se beneficiar. 

A China, que importa carne e petróleo do Brasil, pode aumentar as suas compras, devido à queda nos custos de importação. Porém, países que têm no petróleo uma de suas principais fontes de renda, como a Rússia, podem sofrer impactos negativos e diminuir a importação de produtos do Brasil. 

Países do Oriente Médio e a Venezuela também tem a economia diretamente ligada ao petróleo. Com a redução de renda, as compras de carne devem cair; na Venezuela, também há risco de diminuição da importação de bois vivos brasileiros.

Meio Rural, 17/12/2014

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