Setor de fertilizantes tem inúmeros desafios à frente
Na avaliação do fiscal de defesa veterinária da Associação de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), Eduardo Scucato, que participou da V Conferência Nacional de Defesa Agropecuária, encerrada na última sexta-feira (28), em Florianópolis (SC), o setor de fertilizantes tem inúmeros desafios à frente no que tange à qualidade dos produtos comercializados.
Ele recorda que o Paraná iniciou, ainda na década de 80, uma forte fiscalização por inúmeros problemas envolvendo o segmento, como a aquisição fraudada de fertilizantes. “De lá para cá houve melhorias, mas ainda é preciso uma atualização das legislações federais e estaduais, a implantação da rastreabilidade (com a exigência da colocação do número do lote do produto na nota fiscal), a execução de políticas para reduzir a percentagem das não conformidades, entre outras”, comenta.
Eduardo sinaliza que o Paraná hoje é o terceiro maior consumidor de fertilizantes do Brasil, com 3,5 milhões de toneladas demandadas a cada ano, respondendo também por um consumo de cinco milhões de toneladas de calcário e de três milhões de toneladas de inoculantes. O fiscal destaca que uma baixa qualidade dos fertilizantes causa uma frustração da produção, o que interfere na cobrança de impostos do governo, pois todas as famílias da sociedade são afetadas por produtos de menor qualidade e impactadas, consequentemente, por preços mais altos.
Eduardo entende que os produtores têm de exigir qualidade nos produtos, que devem ser adquiridos de empresas registradas e que precisam passar por uma análise quanto à sua eficácia, contando com notas fiscais e números dos lotes. “Os produtores também precisam contar com uma assistência técnica, conhecer a legislação e as ações que podem ser adotadas para a garantia dos produtos”, afirma.
Por parte de quem vende, a responsabilidade consiste na busca de fornecedores selecionados, que realizem amostras para o controle da qualidade dos fertilizantes. Já os fiscais de defesa agropecuária necessitam exercer um trabalho efetivo em benefício do setor de fertilizantes, por meio de uma legislação efetiva, que contribuía para melhorar a realidade do segmento em termos estaduais e federais.
Agência SAFRAS, 02/12/2014



