Uralkali quer preços de potássio mais estáveis no mercado
O CEO da Uralkali, Dmitry Osipov, disse que é a favor de preços de potássio mais estáveis no mercado e que a empresa russa avalia a melhor forma de administrar sua produção no segundo semestre. De janeiro a maio de 2014, o Brasil importou 3,334 milhões de toneladas de potássio, sendo 761 mil toneladas da Bielorrússia e 658 mil toneladas da Rússia.
Com as 3,334 milhões de toneladas de potássio importadas em 2014 até maio, o Brasil gastou cerca de US$ 1 bilhão, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Com base nesses números, o preço médio FOB da tonelada nos cinco primeiros meses de 2014 foi de US$ 302. O valor é 31% inferior aos US$ 440 por tonelada, preço médio de janeiro a maio do ano passado.
Em todo o ano de 2013, o Brasil importou 8,126 milhões de toneladas de potássio. Cerca de 503 mil toneladas vieram da Bielorrúsia e 502,3 mil toneladas da Rússia. O preço médio FOB da tonelada de potássio no ano passado foi de US$ 408.
O posicionamento de Osipov é um alívio para investidores, segundo a Bloomberg. Desde que o ex-CEO da Uralkali, Vladislav Baumgertner, encerrou a parceria com a Belaruskali e aumentou a produção da companhia de fertilizantes, os preços do potássio caíram cerca de 30%.
“Nós somos um market player responsável. A fatia de mercado é importante para nós, mas não queremos que os preços caiam. Ainda é muito cedo para dizer qual taxa de utilização nós vamos adotar no segundo semestre”, disse o executivo.
Osipov substituiu Baumgertner após o fim do cartel BPC, que controlava os preços de potássio no mundo e abalou o mercado da matéria-prima em US$ 20 bilhões. O ex-CEO da Uralkali acabou preso pelo governo da Bielorrússia em uma cadeia da KGB, sob alegação de abuso de poder. Desde então, a Uralkali saiu de uma capacidade de produção de 70% para 100%.
Segundo a analista do VTB Capital, Elena Sakhnova, e o analista do ZAO Raiffeisenbank, Konstantin Yuminov, a produção da Uralkali em 2014 deve ser de 11 milhões de toneladas métricas. Quantidade 12% inferior em relação às 12,5 milhões de toneladas previstas pela empresa.
Osipov se tornou CEO depois que o bilionário Suleiman Kerimov e seus parceiros venderam a participação que detinham na Uralkali para a Uralchem e para o também bilionário Mikhail Prokhorov, do Onexim Group. Segundo a Bloomberg, essa negociação oferece uma chance de reestabelecer a parceria da Uralkali com a Belaruskali.
Osipov disse que não vai conversar com a estatal bielorrussa no momento. Entretanto, o CEO da Uralkali se reuniu, em Minsk, com Dmitry Mazepin, dono da Uralchem, e com Aleksandr Lukashenko, presidente da Bielorrússia. “Foi uma reunião extremamente construtiva, mas eu considero que ainda estamos em um estágio muito inicial das conversas”, afirmou o executivo.
No Brasil, a Pacific Potash e a Brazil Potash possuem projetos de potássio no Amazonas. A Vale, com Carnalita, e a B&A Mineração possuem projetos de potássio em Sergipe. Verde Potash e Kalium Mineração detém projetos de termopotássio em Minas Gerais.
Notícias de Mineração, 10/06/2014
Imagem: Notícias de Mineração



