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Aguia Resources, produtora de fosfato no RS, quer suas ações negociadas em outras bolsas

A mineradora australiana Aguia Resources confirmou hoje (4) que pretende ter suas ações também listadas na Bolsa de Valores de Toronto (TSX), além da bolsa australiana, a ASX. No início do março, a canadense Vanstar, que tem um projeto de ouro no Brasil, disse que vai iniciar o processo ter suas ações também negociadas na bolsa de Frankfurt, na Alemanha. A listagem em duas bolsas apresenta diversas vantagens para as companhias.

Os principais benefícios do dual listing são o acesso a um grupo maior de investidores, tanto no varejo quanto institucionais; o aumento da liquidez, quando se opera em mais de um mercado; mais acesso a capital, em especial quando se está presente em mercados como Europa ou América do Norte; a capacidade de aproveitar momentos diferentes em cada mercado; e a geração de mais oportunidades de fusão ou aquisição.

Contudo, a partir de 2014, quando os preços das commodities minerais começaram a encolher, algumas mineradoras começaram a questionar se os custos e obrigações regulatórias do dual listing compensavam essas vantagens. O resultado foi o delisting, a retirada das ações de várias bolsas como medida de economia.

Outras mineradoras que operam no Brasil, como a Serabi Gold, a Yamana Gold e a Jaguar Mining, todas de mineradoras de ouro, também tem suas ações listadas em mais de uma bolsa de valores. Dessa vez a Aguia, que tem como principal projeto o Três Estradas, para produzir fosfato fertilizante no Rio Grande do Sul, também quer suas ações em mais de um mercado.

De acordo com um comunicado divulgado nesta terça-feira, os acionistas decidiram em uma reunião extraordinária ir adiante para ter suas ações na TSXV, uma divisão da TSX para empresas juniores. É possível que as ações da Aguia comecem a ser negociadas no Canadá no dia 20 de abril.

Segundo o diretor-geral da Aguia, Justin Reid, a medida vai ajudar a melhorar o perfil de investidores da mineradora, que estará listada nos dois principais mercados de mineração. “Estamos altamente encorajados pelo momento operacional no Brasil e confiantes que isso se refletirá em um apoio ainda mais forte do mercado”, disse ele em nota.

 

Notícias de Mineração, 04/04/2017

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