Negócios

Com margens “gordas”, BofA reitera compra para Fertilizantes Heringer

Analistas veem ações da companhia como bastante atrativas; gestores da empresa acreditam que ela não será afetada com greve em portos

Após encontro com os executivos da Fertilizantes Heringer (FHER3), promovido no Dia do Investidor realizado pela companhia, o Bank of America Merrill Lynch segue com uma perspectiva positiva. Além disso, o banco vê uma boa possibilidade de aumento nos lucros – em meio às margens recordes de seus produtos.
Desse modo, vendo aumento nos lucros e as ações das empresas como bastante atrativas, os analistas Isabella Simonato e Fernando Ferreira seguem com recomendação de compra para as ações FHER3, com preço-alvo de R$ 19,00 por papel – o que configura um potencial de valorização de 24,18% em relação ao fechamento desta quinta-feira (30).

Segundo a gerência da empresa, as greves nas alfandêgas dos portos brasileiros – levando a preocupações sobre o potencial de atraso na importação de fertilizantes – devem ter impacto limitado sobre as vendas no segundo semestre. Neste cenário, os estoques altos continuarão a ser um fator positivo para a companhia, com oferta disponível para os próximos meses. Assim, avalia a Heringer, a empresa de fertilizantes terá uma boa posição competitiva, destacando que pode aumentar o mark-up de seus produtos caso a oferta fique mais apertada.

Por outro lado, o futuro com relação ao fechamento de uma de suas unidades segue incerto – com a decisão a ser tomada pelos tribunais. Entretanto, a gerência da companhia segue otimista, acreditando que a decisão final deve ser tomada em 2013.

Demanda forte

Os analistas do BofA destacam que a demanda por fertilizantes continua bastante forte, apoiada por margens recordes para os agricultores, que devem investir em tecnologias de aprimoramento de produtividade, além de também aumentar área plantada na próxima safra. A área plantada no Brasil deve subir 5% entre 2012 e 2013, levando a um aumento da produção em 5,5% – apoiada principalmente pela soja, ressaltam os analistas.

A companhia afirma ainda que a fraca colheita nos EUA, em meio à seca no país, não devem levar a preços menores dos fertilizantes. Isto porque alguns nutrientes podem se hospedar nas plantas e no solo, reduzindo a necessidade de aplicação adicional. Entretanto, há certos nutrientes que devem ser aplicados a cada temporada, para manutenção dos níveis de rendimento, o que não devem levar a uma forte queda nos preços nos EUA.

Infomoney, 31/08/2012

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo