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Heringer Fertilizantes ficou com receita líquida de R$ 882, 5 mi no 2T13

A Fertilizantes Heringer anunciou na última sexta-feira, depois do fechamento dos mercados, os resultados do segundo trimestre e primeiro semestre de 2013 (2T13 e 1S13).

No 2T13, a companhia teve resultado líquido de R$ 63,9 milhões, inferior aos R$ 50,1 milhões do 2T12. No 1S13, o resultado líquido foi negativo em R$ 75,7 milhões contra um resultado líquido negativo de R$ 46,9 milhões do 1S12, impactados pela variação cambial.

A receita líquida de R$ 882,5 milhões no 2T13, 7,8% inferior ao mesmo período do ano passado. No 1S13, atingiu R$ 1,976 bilhão, 2,9% superior ao do 1S12, que foi de R$ 1,920 bilhão.

O Ebitda (lucro antes do pagamento de impostos, juros amortização e depreciação), ficou em R$ 31,5 milhões no 2T13, 39,3% inferior ao do 2T12, que foi de R$ 51,9 milhões e de R$ 51,5 milhões no 1S13, inferior em 17,9% ao mesmo período de 2012 quando atingiu R$ 62,7 milhões.

No segundo trimestre de 2013, a companhia conquistou resultado positivo de R$ 64,4 milhões com operações de hedge.

A companhia também realizou sua segunda emissão de debêntures no valor de R$ 260,0 milhões, com prazo de 42 meses e juros de DI + 3,25% aa; Início das atividades da unidade de Cubatão-SP.

As despesas financeiras líquidas no 1S13 foram de R$ 143,7 milhões, contra R$ 108,8 milhões do 1S12, fortemente impactadas pela variação cambial. Esse valor é composto pelos juros líquidos, descontos concedidos, despesas referentes ao AVP (ajuste a valor presente), entre outras, no valor de R$ 41,9 milhões negativos, variação cambial negativa de R$ 130,5 milhões e receitas com operações de hedge no valor de R$ 28,7 milhões.

Desta forma, o resultado líquido no 1S13 foi negativo em R$ 75,8 milhões, ante o resultado negativo do 1S12 de R$ 46,9 milhões.

Segundo a ANDA, as entregas no mercado brasileiro de fertilizantes no 2T13 foram de 6,7 milhões de toneladas, representando um aumento de 5,0% em relação ao 2T12. No primeiro semestre de 2013, as vendas somaram 12,1 milhões de toneladas, aumento de 3,6% sobre os primeiros seis meses de 2012.

O Estado de Mato Grosso concentrou o maior volume de entregas no primeiro semestre do ano, atingindo 2,5 milhões de toneladas (10,5% a mais), seguido de São Paulo com 1,7 milhão (1,4% a menos) e Paraná com 1,6 milhões de toneladas (7% a mais). Em Minas Gerais houve queda de 12,9% no volume de entregas e na Bahia a queda foi de 11,8%. A produção nacional de adubos cresceu 3,6% no 2T13 atingindo 2,3 milhões de toneladas. Na primeira metade do ano, a produção foi superior em 3,1% ao mesmo período de 2012, saindo de 4,5 para 4,6 milhões de toneladas.

As importações de fertilizantes no 2T13 foram maiores em 25,8% às do 2T12, atingindo 6,1 milhões de toneladas. No primeiro semestre de 2013 cresceram 23% em relação ao primeiro semestre de 2012, chegando a 9,7 milhões de toneladas.

A antecipação nas compras de fertilizantes a fim de evitar gargalos logísticos nos meses que antecedem o plantio da principal safra nacional de grãos, a demanda das culturas de inverno como milho safrinha e trigo, principalmente na região sul do país e a antecipação das compras para a cultura de soja, foram os principais motivos para o aumento das importações no 2T13.

Ações

As ações da Heringer são negociadas no Novo Mercado, segmento máximo de governança corporativa da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), desde abril de 2007, sob o código FHER3. A Heringer participa dos índices ITAG, IGNM e IGCX.

A participação dos estrangeiros no free-float, em 28/06/2013, foi de 54%, com 99 investidores e a dos brasileiros de 46%, com 1.536.

Perspectivas para 2013

Em relação ao mercado de fertilizantes, a perspectiva é que a sazonalidade nas entregas seja de 40% no primeiro semestre e de 60% no segundo, uma vez que 12,1 mil toneladas das 30,2 mil estimadas para 2013 já foram entregues no 1S13, ou seja, uma alta de 3,6% em relação às 11,7 mil toneladas entregues no mesmo período do ano anterior.

Último Instante, 12/08/2013

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