Lucro da Potash cai 45% no 4.o trimestre com preços baixos do potássio
A companhia canadense de fertilizantes Potash reportou queda de 45,36% em seu lucro líquido no quatro trimestre de 2013, para US$ 230 milhões (US$ 0,26 por ação), ante os US$ 421 milhões (US$ 0,48 por ação) apurados em igual período de 2012. No acumulado de 2013, o lucro líquido foi de US$ 1,785 bilhão, 14,14% abaixo dos US$ 2,08 bilhões registrados no ano anterior.
O resultado da companhia ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava lucro líquido de US$ 0,33 por ação, de acordo com levantamento da Thomson Reuters.
O resultado da Potash foi fortemente impactado pelo fim do cartel informal do setor entre a russa Uralkali e a estatal de fertilizantes da Bielo-Rússia, que teve como resultado a queda dos preços do potássio no mercado internacional. As vendas da companhia caíram para US$ 1,54 bilhão no quatro trimestre de 2013, de US$ 1,64 bilhão em período equivalente de 2012.
A margem bruta também apresentou resultado inferior, recuando de US$ 586 milhões para US$ 460 milhões no quarto trimestre de 2013. A Potash afirmou que os preços mais baixos dos três nutrientes – potássio, nitrogênio e fósforo – pesaram mais do que a melhoria nos custos da companhia e o maior volume de vendas.
Em volume, as vendas de potássio saltaram 13%, em boa parte impulsionadas pela demanda norte-americana. Mas o preço médio do nutriente caiu para US$ 282 por tonelada no trimestre, ante US$ 387 por tonelada no quatro trimestre de 2012.
A Potash projeta lucro líquido entre US$ 0,30 e US$ 0,35 por ação no primeiro trimestre de 2014 e de US$ 1,40 a US$ 1,80 por ação no acumulado de 2014. O desempenho estimado está abaixo do registrado em 2013 e também é menor do que o projetado por analistas, que esperam resultado de US$ 2 por ação no acumulado do ano.
O mercado global de potássio está fora da normalidade desde a metade de 2013, quando a russa Uralkali anunciou que deixaria a parceria com a estatal da Bielo-Rússia. Juntas, as companhias controlavam 40% do mercado mundial de potássio. O movimento resultou no fim do cartel de preços, derrubando a cotação do insumo.
Recentemente alguns analistas disseram que os preços do potássio atingiram a mínima e complementaram que as autoridades dos dois países estão tentando refazer a parceria de vendas. Outros analistas são céticos sobre a reaproximação e não acreditam em uma recomposição imediata de preços, que caíram mais de 25% desde julho do ano passado.
Além disso, antes mesmo de julho, os preços do potássio estavam pressionados por conta de um aumento da capacidade de produção sem que a demanda tivesse aumentado na mesma proporção.
Agência Estado, 30/01/2014



