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Paranapanema vende Cibrafértil para colombianos

O presidente da transformadora de cobre Paranapanema, Luiz Antônio Ferraz, afirmou ontem ao Valor que a decisão de vender a fabricante de fertilizantes Cibrafértil faz parte da reestruturação estratégica de empresa, com foco nas operações de cobre.

Na noite de quarta-feira, a companhia anunciou a venda dos ativos de fertilizantes para a OFD Holding, controladora da colombiana Abocol Abonos Colombianos. “Esta foi uma forma de tirar uma empresa com falta de lucratividade e fora do foco da companhia”, afirmou Ferraz.

Com a expansão da capacidade da unidade Caraíba, na Bahia, a produção total a Paranapanema poderá subir de 220 mil toneladas para 280 mil toneladas por ano de cobre. Segundo Ferraz, a produção de ácido sulfúrico cresce de 550 mil toneladas para 650 mil toneladas ao ano, enquanto a indústria de adubo fica estagnada, atingindo no máximo 250 mil toneladas ao ano e somente no tipo super simples.

“O mais interessante era ter um grande cliente na área de fertilizantes e não temos. Por isso vendemos a companhia para a OFD”, afirmou o executivo, ressaltando que a Paranapanema terá vínculos comerciais com a holding.

“A Cibrafértil passa a ser nosso cliente para o mercado de ácido sulfúrico. Daremos oportunidade à empresa de aumentar a atuação na Bahia. Com esse foco, nós crescemos em termos de produção para o lado do cobre e a Cibrafértil passa a encontrar o melhor o caminho na área fertilizantes.”

O presidente destacou que a Paranapanema está “liberando” uma empresa na qual não tinha motivação para investir.

Ferraz ainda afirmou que a holding OFD tem capital americano e possui uma divisão de fertilizantes com atuação no México, América Central, Colômbia e Peru, com a comercialização anual de dois milhões de toneladas de fertilizante.

“Essa companhia está vindo ao Brasil com previsão de investir US$ 30 milhões num prazo de três anos e aumentar a capacidade da Cibrafértil para 600 mil toneladas ao ano. E além do super simples, vai produzir o fertilizante NPK”, apontou Ferraz. O presidente não revelou o valor da operação, que será divulgado posteriormente via Comissão de Valores Mobiliários.

Valor Econômico, 05/10/2012

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