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Queda nos resultados da ADM na América do Sul é ocasionada pelos fertilizantes

A americana ADM, uma das maiores empresas de agronegócios do mundo, encerrou 2014 com lucro líquido de US$ 2,253 bilhões — praticamente o dobro do resultado de 2013.

No quarto trimestre, encerrado em 31 de dezembro, o lucro líquido da ADM foi de US$ 701 milhões, ou US$ 1,08 por ação.

Conforme o resultado financeiro da companhia, divulgado nesta manhã, o lucro operacional do segmento de óleos vegetais ficou em US$ 582 milhões no trimestre, com alta em relação aos US$ 478  milhões do mesmo período de 2013. No ano, a alta foi de US$ 1,473 bilhão para US$ 1,605 bilhão.

Na América do Norte e Europa, a maior utilização da capacidade e um cenário favorável para margens mais altas compensou a queda significativa nos resultados referentes ao esmagamento na América do Sul. Segundo a companhia, os resultados ruins na região se devem à redução das margens, à venda devagar pelos agricultores e também por resultados mais fracos em fertilizantes. 

No comunicado, a ADM informou que as condições de mercado para óleos vegetais na América do Sul devem melhorar diante da safra robusta que se prevê na região. “E estamos trabalhando para obter retornos mais altos em 2015 nesta que é uma região chave para a companhia”,  afirmou o CEO, Juan Luciano. 

O lucro operacional do segmento de processamento de milho, por sua vez, registrou alta de US$ 279 milhões no último trimestre de 2013 para US$ 282 milhões no mesmo período de 2014. Na comparação anual, a alta foi de US$ 841 milhões, para US$ 1,188 bilhão.

No setor de etanol, a ADM acredita que as margens deverão continuar “desafiadoras” até que a demanda se alinhe com os estoques, hoje mais altos. 

No cacau, a companhia americana registrou ganhos de US$ 29 milhões no trimestre, alta de US$ 15 milhões na comparação com o mesmo trimestre de 2013, o que reflete um ambiente melhor para margens e maior utilização da capacidade no segmento. 

A ADM prevê para este ano despesas de capital (para aquisição de máquinas e equipamentos) entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1,3 bilhão. Além disso, a companhia fixou um patamar de recompra de ações para 2015 da ordem de US$ 1,5 bilhão a US$ 2 bilhões.

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