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Yara reporta lucro recorde no 1º trimestre de 2026

A Yara International divulgou resultados do primeiro trimestre de 2026, registrando forte crescimento em praticamente todos os indicadores financeiros, em um cenário marcado por choques de oferta geopolíticos que elevaram os preços globais de fertilizantes. 

O EBITDA ajustado somou 896 milhões de dólares, alta de 41% frente aos 638 milhões registrados no mesmo período de 2025. A receita total, incluindo outras receitas, atingiu 4,259 bilhões de dólares, ante 3,648 bilhões um ano antes, crescimento de aproximadamente 17%. 

O lucro líquido subiu para 327 milhões de dólares, contra 295 milhões no 1T25. O lucro por ação básico avançou de USD 1,15 para USD 1,28. 

Do lado operacional, o quadro foi misto. A produção de amônia recuou de 1.7 milhões de toneladas para 1.6 milhões de toneladas, uma queda de 6,5%, atribuída a paradas não programadas em unidades de produção. Já o total de produtos acabados ficou praticamente estável, em 4.8 milhões de toneladas (ante 4.9 em 2025). 

Por outro lado, as entregas totais cresceram 2%, para 7,9 milhões toneladas (ante 7,8 milhões), impulsionadas principalmente por maiores volumes de ureia, NPKs e nitrato de cálcio (CN). Destaque para a região Américas, cujas entregas subiram 11%, puxadas por América do Norte, Brasil e demais mercados latino-americanos. Já a região África & Ásia teve queda de 4% nas entregas, afetada por cortes de gás em Babrala, na Índia, e menor demanda de terceiros por ureia na Ásia. 

Por segmento, a Europa foi a que mais cresceu proporcionalmente, com EBITDA ajustado de 246 milhões de dólares (+54%), seguida pelas Américas, com 229 milhões (+48%). Já o segmento África & Ásia foi o único a recuar, com queda de 33% no EBITDA ajustado, para 44 milhões de dólares. 

Segundo a empresa, o bloqueio do Estreito de Ormuz interrompeu cerca de um terço do comércio global, esse choque de oferta, somado a ataques a plantas de nitrogênio na Rússia, gerou uma escassez estrutural de produtos e elevou fortemente os preços globais, criando o que a Yara descreve como um “descolamento” entre os preços praticados em mercados com demanda imediata (em plena temporada de aplicação) e os de regiões fora de temporada. 

A companhia afirma ter exposição direta limitada à região do conflito, mas reconhece que o impacto financeiro seguirá dependendo da evolução dos mercados globais de commodities. um cenário que classifica como “altamente incerto”. 

Sobre os mercados asiáticos, o relatório aponta que a Índia sofreu cortes na produção de ureia em março por escassez de gás, elevando a atividade de licitações antes da temporada Kharif, enquanto a China manteve restrições às exportações, com possível afrouxamento no segundo semestre de 2026. 

Yara, adaptado GlobalFert, 03/07/2026 

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