Produção

Calcário extraído em Jatapu é suficiente para atender região de Manaus

Conforme análise do Grupo de Trabalho de Insumos Agrominerais, o Estado do Amazonas reúne condições para deixar de ser importador de 100% dos insumos agrominerais usados na produção agrícola e pecuária para se tornar produtor de calcário de uso agrícola e potássio.

Os resultados foram divulgados ontem (14) durante a 10ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Geodiversidade, pelo secretário de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos, Daniel Nava. Na reunião foram definidas ações estratégicas que farão parte da política estadual de exploração sustentável dos recursos minerais do Amazonas.

De acordo com o titular da Secretaria de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (SEMGRH), depois de quase um ano de atividades, o grupo de Trabalho – que reúne técnicos de 14 instituições públicas, federais e estaduais, ligadas aos setores primário e mineral, além da Federação da Agricultura do Estado do Amazonas (Faea) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri) – concluiu pela viabilidade econômica e social da exploração do calcário da mina do Jatapu, no município de Urucará, para uso agrícola, cujas amostras foram analisadas pela Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias da Amazônia (Embrapa).

Segundo o secretário, o calcário extraído da mina do Jatapu é suficiente para atender a demanda pelo insumo dos produtores de alimentos e pecuaristas da zona rural de Manaus e dos demais municípios da Região Metropolitana. O grupo também já iniciou o trabalho de identificação do potencial do calcário do Rio Parauari, em Maués, para uso como corretivo de solo para produção de alimentos.

Parceria com Rondônia

Ainda em relação ao calcário, Daniel Nava informa que, a partir de uma visita dos técnicos do GT de Insumos Agrominerais à Companhia de Mineração de Rondônia, foi estabelecida uma parceria entre os governos do Amazonas e de Rondônia para viabilizar a venda de calcário agrícola aos produtores da região Sul do Amazonas.

De acordo com o secretário Daniel Nava, o Governo do Estado, por meio da SEMGRH e da Secretaria Estadual de Planejamento e Desenvolvimento (Seplan), também está realizando, em parceria com a Diocese do Alto Solimões, Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e a Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), um estudo de viabilidade técnica e econômica para implantação de uma planta de produção de dolomita (minério de uso agrícola como corretivo do solo) da empresa Dolomita Amazonas S/A, que vai importar o minério do Peru e beneficiá-lo em Tabatinga.

Silvinita

O grupo visitou os municípios de Autazes, Itacoatiara, Itapiranga e Nova Olinda do Norte, onde estão localizadas as reservas de silvinita, minério do qual se extrai o potássio. Em Autazes, os técnicos participaram de audiências públicas e estão acompanhando o desenvolvimento das pesquisas.

Os técnicos também foram conhecer in loco as operações da mina e da planta de beneficiamento de potássio, no município Rosário do Catete, em Sergipe. Essa é a única mina brasileira do minério em funcionamento, cujas reservas se esgotam em 2019. “Com a exploração das reservas de potássio do Amazonas, o Estado tem a condição de tornar o Brasil autossuficiente, nos próximos 15 anos, tempo necessário para conclusão das pesquisas e desenvolvimento das minas e plantas industriais em Autazes, Nova Olinda do Norte, Itacoatiara e Itapiranga”, afirma o secretário Daniel Nava.

Segundo Nava, também por meio do GT de Insumos Agrominerais, a Secretaria de Mineração está ampliando as discussões sobre a exploração das reservas de Potássio pertencentes à Petrobras nos municípios de Nova Olinda e Itacoatiara (reservas de Fazendinha e Arari). As discussões estão ocorrendo, em Brasília, no âmbito dos Ministérios de Minas e Energia, do Planejamento, Petrobras, Confederação Nacional da Indústria e Confederação Nacional da Agricultura.

Portal Amazônia, 15/12/2012

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