Candiota atrai novos investimentos na área de carvão mineral e fertilizantes
O município de Candiota está atraindo investidores internacionais no segmento carbonífero. Um projeto inovador voltado à utilização de novas tecnologias de controle de emissões poderá ser concretizado na região, com a instalação de um equipamento para abatimento das emissões atmosféricas geradas na Usina Termoelétrica de Carvão Mineral de Candiota – fase B, desenvolvido pela Marsulex Environmental Technologies Corporation (MET), que fica em Delaware/Estados Unidos. Trata-se da primeira planta a ser instalada no Brasil com perspectivas de expansão para novos empreendimentos.
A MET é uma empresa de sistemas integrados de controle da qualidade do ar, com soluções que minimizam poluentes. A principal tecnologia exclusiva da empresa é a que resulta em Sulfato de Amônio, que é inovador, com resultados ambientais e melhor custo-benefício. A explicação apresentada pelos investidores é que a reação da amônia com o enxofre gera o sulfato de amônio – subproduto de alto valor agregado utilizado com fertilizante.
O projeto busca a produção e elaboração de fertilizantes a partir de subprodutos das termoelétricas a carvão mineral e que representa ganho ambiental, tecnológico, estratégico e importante também para a agricultura. Para a implantação desta nova tecnologia em Candiota, a empresa prevê um investimento de 150 milhões de dólares, sendo que a fase de instalação irá gerar 500 novos empregos e na fase de operação mais 50 novos empregos.
A tecnologia irá propiciar o controle de 99% nas emissões de SO2 usando o mesmo tipo de sulfato de amônio, amplamente utilizado no país. A tecnologia gera a potencialização de fertilizantes, hoje o RS importa a totalidade e o Brasil mais de 90% de fertilizante nitrogenado, além de ser importante para a agricultura.
No mundo, existem quatro plantas em funcionamento que utilizam esta tecnologia: China, Polônia, Estados Unidos e Canadá. Em termos de produção, uma Usina Termoelétrica que gera 300 MW, realizando a fixação de enxofre, tem potencial de produzir 200 mil toneladas/ano de sulfato de amônia, que hoje está na média de R$ 700 a tonelada.
O assunto foi amplamente debatido nesta semana, no RS e em Brasília. A primeira reunião foi em Porto Alegre, com o secretário adjunto da Fazenda do Governo do RS, André Luiz Barreto de Paiva Filho. A agenda foi marcada pelo deputado estadual Pedro Westphalen, atendendo o meu pedido, como presidente da Frente Parlamentar do Carvão Mineral.
O encontro também contou com a presença do prefeito de Candiota, Luís Carlos Folador, e dos representantes da MET, presidente e CEO Ph.D, Robert Cardell, vice-presidente sênior da área financeira MET, Lori Evans, representante comercial no Brasil, Maristela Siviero, Sofia Mata e vice-presidente sênior da área executiva, Lance Austenber e Edson Lorczeski. Outra agenda da comitiva ocorreu em Brasília, com o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), Volney Zanardi Júnior, e também contou com a presença do representante da empresa Yara, Daniel Hubner; representante da CGTEE, Luís Henrique Shinor, e do diretor de Geração da Eletrobras, Valter Luiz Cardeal de Souza. O presidente do Ibama, que já garantiu apoio à proposta, comentou que a ideia segue as exigências da legislação ambiental e redução de custos.
Neste momento em que estamos com déficit na área de energia, com risco, inclusive, de apagões, precisamos efetivar a condição de investir nas térmicas a carvão mineral, com tecnologia de baixo impacto ambiental e garantir energia segura. Portanto, é um projeto que promove o desenvolvimento econômico e social que aproveita a potencialidade do carvão mineral.
Folha do Sul, 20/02/2014



