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Capela e Japaratuba entram em acordo sobre o Projeto Carnalita

Após de meses de polêmica sobre a extração da carnalita em Sergipe, os prefeitos de Capela e Japaratuba entraram em acordo para que a Vale possa explorar o minério no estado. A decisão foi tomada na segunda-feira (24) durante uma reunião que durou mais de cinco horas e contou com representantes do governo estadual e da mineradora. “Ficou definido que 80% é do município de Capela e também os seus recursos e 20% para Japaratuba”, revela Ezequiel Leite, prefeito de Capela.

“Depois de muita conversa chegamos à conclusão de quem saiu ganhando não foi só o povo de Japaratuba como também o povo de Capela, mas principalmente o povo de Sergipe”, afirma Hélio Sobral, prefeito de Japaratuba.

Essa reunião foi marcada depois que uma proposta foi apresentada sobre o caso na semana passada em Brasília, que previa que a indústria seria construída no limite entre os dois municípios.

A Vale, empresa responsável pela exploração, havia estabelecido um prazo que terminaria na próxima sexta-feira (28) para ter uma resposta sobre o assunto. Caso contrário, cancelaria os investimentos em Sergipe.

“O Estado estava bastante preocupado com a possibilidade desse empreendimento não ser instalado aqui. O presidente da Vale anunciou na comissão do Senado que estaria desmobilizando as suas equipes a partir da próxima sexta-feira (28) e agora nós vamos correr contra o tempo para preparar projetos de lei e as minutas do termo de acordo que foram finalizadas para que possamos ter a aprovação tanto da Assembleia Legislativa quanto pelas Câmaras de Vereadores de Capela e Japaratuba e a Vale poder dar continuidade ao empreendimento a partir da expedição da licença que permitirá que as obras se iniciem”, explica o secretário Estadual da Fazenda, Jefferson Passos.

A carnalita é um minério encontrado no subsolo, rico em potássio, que é matéria prima para a fabricação de fertilizantes. O Brasil importa em média 90% do potássio que utiliza. A expectativa, de acordo com a Secretaria da Fazenda de Sergipe (Sefaz), é de que a jazida encontrada no estado possa ser explorada por cerca de 29 anos.

“Isso vai impossibilitar que o empreendimento de mais de R$ 4 bilhões venha gerar emprego e renda melhor condição de vida para a população desses municípios e para todo o estado de Sergipe”, conclui Passos.

G1, 25/02/2014

Imagem: Reprodução / TV Sergipe

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