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Com faturamento crescente, Yara investe em nova planta em SP

Depois de reinaugurar a misturadora de fertilizantes de Porto Alegre nesta quinta-feira, a Yara Brasil já se prepara para colocar em operação uma nova unidade, desta vez em Sumaré (SP), em agosto. Os investimentos nas duas plantas, num total de quase R$ 180 milhões, vão agregar 1,25 milhão de toneladas à capacidade instalada da empresa no país, que chegará a cerca de 9 milhões de toneladas por ano.

De acordo com o presidente Lair Hanzen, a Yara está investindo para acompanhar o crescimento do mercado brasileiro. Em 2013, a expansão do setor foi de 5,2% sobre 2012, para 31,1 milhões de toneladas, e no primeiro trimestre de 2014 a alta chegou a 10,6% em relação a igual período de 2013, para 6 milhões.

A unidade de Porto Alegre recebeu investimentos de R$ 55 milhões e, depois de um ano e meio de obras, foi modernizada e teve a capacidade ampliada de 450 mil para 700 mil toneladas por ano, destinadas ao Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e Paraguai. Em Sumaré, o aporte será de US$ 55 milhões – ou pouco mais de R$ 120 milhões pelo câmbio atual – e a planta poderá misturar cerca de 1 milhão de toneladas de fertilizantes ao ano.

Com a compra dos ativos de fertilizantes da Bunge no país, em 2013, a Yara ficou com 25% do mercado de fertilizantes no Brasil, que absorveu um terço das vendas globais de 23,7 milhões de toneladas do grupo norueguês no período, informou Hanzen. A aquisição também elevou o faturamento bruto pró forma da empresa no país para R$ 10 bilhões, incluindo as receitas anualizadas das operações incorporadas.

Levando em conta apenas a receita da Yara, o montante saiu de R$ 3,8 bilhões em 2012 para R$ 5,6 bilhões em 2013. Hanzen não fez previsões para este ano, mas o desempenho dos três primeiros meses “tende” a provocar a revisão para cima da estimativa inicial feita pela empresa, de 2,5% de crescimento do mercado no acumulado de 2014, comentou o diretor comercial Kleiton Vargas.

Conforme Vargas, o resultado dos três primeiros meses do ano foi puxado pelas lavouras de café e de milho safrinha, que avançam em Estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. De acordo com ele, o ritmo de encomendas para a próxima safra de verão, principalmente de soja, milho e arroz, também segue forte e deve garantir um bom volume de negócios nos próximos meses.

Para Hanzen, a incorporação dos ativos da Bunge pela Yara e agora a aquisição das operações de fertilizantes da ADM no Brasil e no Paraguai pela americana Mosaic são “boas” porque garantem o fortalecimento da profissionalização do setor. “A Bunge e a ADM focaram nos grãos e as empresas de fertilizantes estão tomando o seu lugar; cada macaco no seu galho”.

A Yara tem hoje 32 unidades misturadoras no Brasil, além de três fábricas de fertilizantes, sendo duas em Rio Grande (RS) e uma em Ponta Grossa (PR), que produzem os fertilizantes com cerca de 70% dos insumos importados. Segundo Hanzen, esse percentual corresponde também à média de importação de matérias-primas pelo setor no país.

Valor Econômico, 25/04/2014

Imagem: Jornal Amanhã

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