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Descoberta de “zona morta” no Golfo de Bengala poderá se transformar em uma “fábrica mundial” de processamento de nitrogênio

De acordo com a pesquisa do jornal científico Nature Geoscience, foi encontrada uma área de 60 mil quilômetros quadrados com profundidade entre 100 e 400 metros e que contém 10 mil vezes menos oxigênio do que as águas da superfície.

As áreas deste tipo não possuem vida marítima comum, como peixes e outros organismos, sendo este um importante problema para a biodiversidade do planeta.

“As zonas da morte” são caracterizadas pelo excesso de nitrogênio radioativo na água. Sendo a fonte de nutrição para algas, o nitrogênio as permite crescer rapidamente. Ao “morrer”, as algas se decompõem, eliminando o oxigênio da água, consequentemente, impossibilitando a sobrevivência de outros organismos.

Embora, em várias zonas mortas, em diferentes partes do globo, existam colônias de micróbios que combatem o excesso de nitrogênio, no Golfo de Bengala, devido à escassez de oxigênio, estes micróbios não conseguem remover nitrogênio rapidamente. Assim, o Golfo de Bengala poderá se tornar o líder global em termos de remoção de nitrogênio.

A abundância de nitrogênio poderá causar o desaparecimento do oxigênio das águas profundas, escreve o jornal Eurekalert. Ao mesmo tempo, o uso ativo de fertilizantes pelo homem causa o excesso de nitrogênio reativo nas águas. Além de a atividade humana exercer maior influência sobre o ciclo de nitrogênio na Terra, ela aumenta a necessidade de estudo e análise mais minuciosos deste fenômeno.

 

Sputnik, 06/12/2016

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