Direção do corpo mineral de projeto da Aguia Resources no RS tem 10 km de extensão
A Aguia Resources informou, hoje (25), que a direção do corpo mineral do alvo Cerro Preto, que faz parte do projeto de fertilizantes Rio Grande, próximo a Bagé (RS), se estende por mais de dez quilômetros, com largura entre 50 e 200 metros. A mineradora australiana identificou duas camadas principais com ocorrência de fosforito.
Os trabalhos de pesquisa e exploração da mineradora também apontaram altos teores de pentóxido de fósforo (P2O5) no projeto brasileiro. Por meio da abertura de trincheiras, a Aguia identificou interseção de 17,5 metros com teor de 10,3% de P2O5 e 55 metros com teor de 6,99% de P2O5. As informações são de comunicado enviado hoje ao mercado.
“Cerro Preto está rapidamente se desenvolvendo em um verdadeiro ativo de classe mundial para a Aguia. Agora, nós planejamos acelerar as atividades de exploração no projeto. Coleta de amostras e abertura de trincheiras estão em andamento, e nós pretendemos realizar sondagem com agressividade na área das descobertas no fim deste ano”, disse Justin Reid, presidente do Conselho de Administração da Aguia.
A mineradora também identificou outras sete interseções com alto teor de pentóxido de fósforo no alvo Cerro Preto. De toda a área do projeto Rio Grande, de 35.150 hectares, Cerro Preto representa cerca de 19.367 hectares. A companhia australiana pretende iniciar a campanha de sondagem no alvo no último trimestre deste ano.
Amostras de superfície coletadas pela Aguia no projeto também apontaram alto teor, com valores de até 20,4% de P2O5. A mineradora disse que as características de Cerro Preto são similares as da região de Western Phospate Field, nos Estados Unidos, que produz cerca de 5,5 milhões de toneladas de fosfato por ano.
“A Aguia está desenvolvendo algo que pode virar o mais estratégico e substancioso ativo de fosfato no Brasil. Estamos ansiosos para usufruir o valor desses ativos com nossos acionistas”, disse Reid.
A mineradora informou que a prioridade, no momento, é concluir e publicar o estudo prévio de viabilidade econômica do depósito Três Estadas, que também faz parte do projeto Rio Grande, e iniciar o estudo de viabilidade para financiamento bancário, até o fim de julho.
O projeto Rio Grande é formado pelos alvos Cerro Preto, Joca Tavares e Porteira e pelo depósito Três Estradas.
Notícias de Mineração, 25/06/2015



