Glencore aumentou produção de cobre em 15%, enquanto cobalto recuou 46%
A produção de cobre da Glencore cresceu 15% no primeiro semestre de 2026, somando 397 mil toneladas ante 343,9 mil toneladas no mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado por maiores teores de minério nas operações do departamento africano de cobre e pela mina Antamina, no Peru, que registrou alta de 50% na extração do metal.
Além disso, o fechamento da mina de Mount Isa, em julho de 2025, retirou parte da capacidade produtiva do grupo, mas não foi suficiente para reverter o avanço geral. Dessa forma, a companhia manteve inalterada a meta anual, entre 810 mil e 870 mil toneladas.
Em contrapartida, a produção de cobalto recuou 46%, para 10,2 mil toneladas, refletindo principalmente as cotas de exportação impostas pela República Democrática do Congo (RDC). Segundo a Glencore, a gestão dessas cotas priorizou a extração de cobre em detrimento do cobalto, que passou a ser mantido em solução antes do processamento final.
Dessa forma, o material acumulado só deve ser comercializado quando as regras de exportação forem flexibilizadas, o que mantém o mercado global do metal sob maior pressão de oferta.
A produção de zinco também caiu, recuando 21%, para 365,6 mil toneladas, devido ao fim da vida útil da mina Lady Loretta e à venda da mina Kidd, concluída em 1º de junho de 2026.
Por outro lado, o níquel manteve-se estável, em 35,8 mil toneladas. No segmento de carvão, a produção siderúrgica caiu 14%, enquanto o carvão energético recuou 2%, refletindo cortes voluntários na Colômbia.
Apesar das oscilações entre commodities, a Glencore reafirmou suas metas para 2026 e destacou expectativa de EBIT ajustado de marketing de US$ 3,3 bilhões no semestre. Portanto, a produção de cobre da Glencore segue como um dos pilares centrais da estratégia da companhia diante da demanda global por metais.
Glencore, adaptado por GlobalFert em 30/07/2026



