Goiás receberá R$ 8,08 Bi em investimentos em mineração até 2016
O estado de Goiás deve receber R$ 30 bilhões em investimentos até 2016, sendo que R$ 8,08 bilhões, ou seja, 26,7%, serão aplicados em projetos de mineração e beneficiamento de minério. Os números fazem parte do levantamento realizado pela Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) do estado, por meio do Instituto Mauro Borges de Estatística e Estudos Socioeconômicos (IMB).
O estado abriga projetos de mineradoras como a Anglo American, a Vale Fertilizantes e a Cleveland Mining. A Anglo anunciou, no início do ano, que investirá cerca de R$ 3,1 bilhões em projetos de fosfato e nióbio.
No último dia 20, a Anglo anunciou que com o aumento da demanda por fertilizantes, a Anglo pretende investir em estudos para ampliar a produção de fosfato nos próximos anos. A mineradora espera produzir 1,4 milhão de toneladas de rocha fosfática, em 2013.
“As reservas que temos hoje em Goiás são suficientes para permitir a expansão, tanto pela quantidade de fosfato quanto pelo tamanho da reserva”, disse, na ocasião, o presidente da divisão de fertilizantes e nióbio da Anglo no Brasil, Ruben Fernandes.
Ele disse que a Anglo American conta com reservas de rocha fosfáticas suficientes para os próximos 40 anos, mantendo o nível atual de produção.
Já a mineradora Santo Expedito iniciará a produção de bauxita de seu projeto Barro Alto, em Goiás, em outubro deste ano, de acordo com o diretor da companhia, Luiz Antônio Vessani. A empresa obteve as licenças de Instalação e Funcionamento do projeto, que produzirá 1 milhão de toneladas de bauxita, de grau metalúrgico, por ano.
A empresa fará um investimento mínimo de R$ 72 milhões na planta. Parte dos investimentos virá do Fundo de Fomento à Mineração (Funmineral) do estado de Goiás e outra parte virá de bancos privados.
A Cleveland captou mais de US$ 100 milhões para seu projeto de ouro Premier Gold, em Crixás (GO), desde 2011.
Dos R$ 30 bilhões que Goiás irá receber de investimentos até 2013, R$ 6,34 bilhões (21%) serão direcionados para 17 projetos do segmento sucroenergético; R$ 6,17 bilhões (20,4%) para 37 projetos da atividade de transporte e logística; e R$ 2,63 bilhões (8,7%) vão para 32 projetos da indústria metal-mecânica.
Notícias de Mineração Brasil, 28/08/2013



