Produção

Mina de potássio da Uralkali interrompe produção

Um buraco misterioso de mais de cem metros de diâmetro surgiu em uma área urbana perto dos Montes Urais, na Rússia, ao lado de uma das maiores minas de potássio do mundo. Algumas casas teriam sido engolidas desde a terça-feira, 18, e os geólogos tentam encontrar explicações para o desastre.

A causa mais provável pode ser a ocorrência de infiltrações que provocaram o fechamento da mina, após inundação com água salgada. Até o fechamento, a mina produzia 3% de todo o potássio consumido no mundo. A área próxima foi interditada por medida de segurança e as autoridades garantem que não há risco para a cidade mais próxima, que fica a 3,5 quilômetros.

Em 1994, correntes subterrâneas de gás altamente pressurizado existentes em áreas de minas de sal causaram um terremoto na região.

A mina, chamada Solikamsk-2, produz mais de 2 milhões de toneladas de cloreto de potássio, utilizado industrialmente como fertilizante.

A empresa Uralkali, dona da mina, interrompeu a produção e evacuou a mina. Cerca de 2 mil trabalhadores foram temporariamente dispensados do trabalho.

A mina já desmoronou uma vez em janeiro de 1995, causando explosões de gás. O site de notícias russo V-Kurse diz que há várias casas próximas ao buraco, mas ainda não há confirmação sobre o desaparecimento de algumas delas.

A Uralkali divulgou comunicado informando que tomará todas as medidas necessárias para minimizar os efeitos do acidente.

“Há um plano claro para erradicar os efeitos do desastre o mais rápido possível”, diz a nota da empresa. “Vamos tomar todas as medidas necessárias para minimizar os efeitos adversos do acidente para a empresa, investidores, parceiros e moradores da cidade de Solikamsk e o distrito Solikamsk”, acrescenta a nota.

Estadão, 21/11/2014

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