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Paralisação da Yara na Austrália prolonga restrição na oferta global de amônia

A unidade de amônia da Yara em Pilbara, na Austrália Ocidental, permanece fora de operação quase dois meses após uma falha elétrica registrada no final de março, ampliando as preocupações com a disponibilidade global de matérias-primas para fertilizantes. A planta possui capacidade de aproximadamente 850 mil toneladas anuais de amônia, equivalente a cerca de 5% do comércio marítimo global do produto, sendo uma das principais fornecedoras para mercados asiáticos como Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Tailândia.

A interrupção também afeta a produção de nitrato de amônio técnico (TAN) da unidade operada em parceria com a Orica, reduzindo a disponibilidade de produtos nitrogenados na região. Embora houvesse expectativa de retomada nas últimas semanas, a companhia ainda não divulgou uma data oficial para reinício das operações, prolongando um período de restrição que já se aproxima de dois meses.

O impacto ganha relevância porque a amônia é uma das principais matérias-primas para a produção de fertilizantes nitrogenados e fosfatados, sendo amplamente utilizada na fabricação de ureia, MAP e DAP. Além disso, a paralisação ocorre em um momento de maior aperto na oferta global, com restrições logísticas afetando importantes fluxos internacionais de amônia e fertilizantes.

Diante desse cenário, compradores asiáticos passaram a buscar volumes adicionais em origens como Omã, Egito e outros exportadores fora da região do Pacífico, aumentando os custos logísticos e a competição por cargas disponíveis. Do ponto de vista de mercado, a manutenção da parada em Pilbara reforça o cenário de oferta restrita para amônia e tende a sustentar os elevados custos de produção dos fertilizantes nitrogenados e fosfatados nos próximos meses.

Fertilizer Daily, adaptado por GlobalFert, 29/05/2026

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