Petrobras decide neste mês sobre retomada de fábrica de fertilizantes

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e o governador do Estado, Eduardo Riedel, se reunirão até o fim deste mês com o presidente interino da Petrobras, Jean Paul Prates, para defender investimento de cerca de R$ 1 bilhão na retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), localizada em Três Lagoas.
A fábrica teve as intervenções paralisadas em 2014, com 81% do projeto executado, após um investimento de R$ 4 bilhões.
A proposta de Tebet é aguardar a posse definitiva de Prates no cargo, que deve ocorrer após o dia 13 de abril, quando se encerra o seu mandato interino e o dos demais integrantes da Diretoria Executiva.
Desde janeiro, quando assumiu Pasta, a ministra tem afirmado que a retomada da obra da UFN3 será uma de suas prioridades em Mato Grosso do Sul. Tanto que no dia 14 de fevereiro esteve reunida com Prates para reforçar a importância do empreendimento.
Também na Câmara dos Deputados há uma mobilização para a retomada desta e de outras obras paralisadas no setor. Um requerimento aprovado em março na Comissão de Agricultura afirma que o retorno dos investimentos nas unidades de produção de fertilizantes é importante para fazer o Brasil recuperar a autonomia no setor.
No documento, é explicado que até a década de 1990 o País era responsável por metade desse insumo usado na agricultura, porém, a produção caiu em virtude das regras tributárias dos estados que passaram a “favorecer a importação”.
Demanda
Além da importância econômica da fábrica para o Estado na geração de empregos e receitas, a unidade poderá substituir 30,4% do fertilizante importado pelo Brasil e reduzir a dependência de outros países.
É que a produção anual da UFN3, que utilizará por dia 2,3 milhões de metros cúbicos de gás natural, chegará a 1,3 milhão de toneladas de ureia, o que representa 18,3% do total importado no ano passado.
No caso da amônia, outro fertilizante que será produzido em Três Lagoas, foram importadas 6,6 milhões de toneladas em 2022. Já a produção anual da fábrica será de 800 mil toneladas, o que corresponde a 12,1% do total.
Mas, para ter condições de produzir fertilizantes em sua capacidade máxima, a UFN3 ainda precisará que sejam investidos de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão.
Correio do Estado, 03/04/2023.



