Produção

Polo mineral a um passo da concretização, diz José Melo

“O Amazonas tem condições de abastecer o planeta nos itens estratégicos da produção do agronegócio, os preciosos fertilizantes tanto de origem vegetal como orgânico, para uma agricultura sustentável. O calcário extraído do Jatapu será vendido ao preço de R$ 145 a tonelada, bem abaixo dos R$ 455 pagos pelo produtor atualmente. Este é um acontecimento emblemático. Daqui pra frente, é só trabalhar e afirmar essa tardia vocação”, explicou.

Polo de fertilizantes Melo fez questão de frisar que a mina de calcário do Jatapu está diretamente relacionada às políticas de incentivo para a geração de matrizes econômicas, sugeridas pelo governador Omar Aziz. A inauguração da fábrica de beneficiamento em Manacapuru, concretizada no avanço da exploração ordenada de potássio na região, segundo o vice-governador, tira do papel o projeto de fazer do Estado um grande polo produtor de fertilizantes. “A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) já tem desenhado o projeto de um grande polo gasoquímico, aproveitando o gás de Urucu, o potássio da foz do Rio Madeira e fosfato do Sul da Amazônia, o que fecha a cadeia de matérias-primas para o setor. Isso tudo mostra as vantagens de se investir no Amazonas , um Estado que tem grande potencial econômico e turístico”, asseverou.

O economista Álvaro Smont explica que o Amazonas tem realmente grande capacidade de montar em curto espaço de tempo uma nova matriz econômica, que substituiria parte da arrecadação perdida com a possível escolha de setores industriais de migrar para outras regiões, longe da Zona Franca de Manaus. Ele considera que a produção de fertilizantes, conhecidos pelo nome técnico de NPK (sigla para nitrogênio, potássio e fósforo), abre um leque de possibilidades de novos setores rentáveis para o Estado.

Amazonas Assessoria, 08/03/2014

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