Potássio do Brasil vai investir R$ 200 milhões em jazida no Amazonas
A empresa Potássio do Brasil confirmou nesta quinta-feira (18) a existência de jazidas de potássio no município de Autazes, a 113 quilômetros de Manaus, com capacidade latente de produção que ultrapassa 500 milhões de toneladas.
Com previsão inicial de investir entre R$ 100 milhões e R$ 200 milhões no detalhamento técnico e no licenciamento do projeto nos próximos dois anos, a empresa informou que a jazida está localizada em baixa profundidade das reservas recém-descobertas, variando entre 650 a 860 metros, o que facilita a exploração e reduz custos na implantação e produção.
Segundo o diretor-presidente da Potássio do Brasil, Hélio Diniz, a característica da jazida permite estimativas de custos de aproximadamente US$ 85 por tonelada de minério lavrado e processado, e também os custos de desenvolvimento e implantação, que deverão ser inferiores a US$ 2 bilhões para uma produção anual aproximada de dois milhões de toneladas de cloreto de potássio.
Diniz explicou que a localização geográfica é um ponto essencial, à medida que facilita o escoamento da produção, já que o projeto na margem esquerda do rio Madeira está a menos de 100 quilômetros de Manaus, com excelente acesso, seja por via fluvial ou rodovia asfaltada.
“A possibilidade de encontrarmos várias jazidas naquela região é excepcional. Portanto, as chances de que a Bacia Amazônica possa conter reservas de potássio tão grandes quanto às do Canadá e Rússia são muito superiores do que prevíamos. Isso pode significar a independência de fatores externos, garantindo o suprimento de um insumo como o cloreto de potássio, essencial para a economia do país”, disse.
Diniz destaca ainda que a estratégia da empresa é acelerar os trabalhos e estudos, de modo que seja possível iniciar a operação comercial nos próximos quatro ou cinco anos.
“A meta principal da Potássio do Brasil é concluir os estudos de viabilidade técnica e econômica, incluindo a etapa inicial de licenciamento até o terceiro trimestre de 2014”, disse.
A empresa contratou a alemã Ercosplan – um dos mais respeitados grupos especialistas em potássio nas áreas de pesquisa, engenharia, processamento e mineração – para a realização de auditoria independente na validação das reservas.
A confirmação das reservas geológicas é o primeiro passo para o avanço dos estudos detalhados de engenharia e licenciamento do projeto antes da implantação da operação comercial.
Em Tempo, 18/04/2013



