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Prefeito eleito se movimenta para evitar que a Petrobras reveja cronograma do gasoduto e da fábrica

A 47 dias de assumir o governo municipal de Uberaba, o prefeito eleito Paulo Piau (PMDB) corre contra o tempo para tentar reverter uma péssima notícia: a de que haverá atrasos no cronograma de implantação do gasoduto e da construção da fábrica de amônia na cidade. “Neste momento atual, ele está em busca de dados precisos sobre o assunto, pois as informações são confusas e desencontradas” – afirma pessoa próxima a Paulo Piau, acrescentando que, a partir daí, ele irá, então, mobilizar “meio mundo” para que as previsões de atrasos não se concretizem.

De acordo com a fonte, o prefeito eleito pretende lançar mão de todos os recursos humanos e políticos ao seu alcance. Ele deve, inclusive, nos próximos dias, pedir audiência com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o mineiro Fernando Pimentel, do PT – legenda que, por sinal, o apoiou no 2º turno das eleições. “Seu objetivo é reunir pesos pesados de Minas Gerais para uma reunião com a presidenta da Petrobras, Graça Foster, sem esquecer a possibilidade de um pedido de audiência com a presidenta da República, Dilma Rousseff” – revela a fonte.

Apesar de negativas de alguns setores e de informações desencontradas, o prefeito eleito de Uberaba foi alertado por pessoas de confiança sobre a revisão do cronograma do gasoduto e da fábrica de amônia.

Conjuntura – A fonte do JORNAL DE UBERABA (JU) faz questão de ressalvar que não existem culpados desta situação, a não ser a conjuntura econômica que está levando a Petrobras a rever os novos projetos na área de energia e gás. Dos investimentos previstos na ordem de 230 bilhões de dólares, pelo menos 27 bilhões de dólares estariam correndo risco de atrasos. Entre os projetos nesta situação, encontram-se justamente o gasoduto e a fábrica de amônia em Uberaba.

Vale lembrar que, em 2011, Dilma Rousseff participou da assinatura do protocolo de intenções entre a Petrobras; a Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig; e o governo de Minas Gerais com vistas à implantação da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN V) – a fábrica de amônia, e ao ramal do gasoduto em Uberaba. A fábrica terá capacidade de produção de 519 mil toneladas/ano de amônia e tornar o Brasil autossuficiente no insumo, que é usado na agricultura e na indústria. A construção do gasoduto até Uberaba tem o objetivo de atender à fábrica de amônia.

Jornal de Uberaba, 15/11/2012

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